Eleições 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a ocupar o centro da crise aberta entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho e pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

Enquanto aguarda uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar – cujo prazo termina nesta quinta-feira 25 – ou um eventual retorno à Papudinha, Bolsonaro é apontado por aliados como o único capaz de arbitrar o conflito e preservar a estratégia construída pela extrema-direita para 2026.

A briga tem como pano de fundo o apoio do PL a Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará. Bolsonaro pode reafirmar a aliança e encerrar a disputa. Aliados avaliam que uma manifestação do ex-presidente seria a forma mais eficaz de encerrar a crise, embora qualquer iniciativa pública dependa das restrições impostas pelo STF.

Poderia haver, por exemplo, a publicação de uma carta pública, como a que Bolsonaro divulgou no fim do ano passado, quando oficializou Flávio como seu sucessor na corrida presidencial. Integrantes do partido afirmam que todas as articulações envolvendo o apoio do partido a Ciro tiveram o aval do ex-presidente.