Ex-prefeita argumentou que escolha 'reproduz polarização' enquanto o ideal seria liderar construção de uma 'aliança ampla e competitiva' com outros partidos aliados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marília Campos: candidata — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 10:01 Marília Campos critica candidatura própria do PT ao governo de MG Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por MG, critica a decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo estadual, considerando-a um "equívoco estratégico" que pode enfraquecer o campo democrático ao intensificar a polarização. Ela defende a formação de uma ampla aliança partidária para fortalecer o projeto democrático do presidente Lula. Campos enfatiza a importância do diálogo e de coalizões amplas para enfrentar os desafios de MG. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira que considera um "equívoco estratégico" a decisão do partido de lançar uma candidatura própria ao governo. A articulação teve o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se reuniu ontem com integrantes do diretório mineiro e o presidente do PT, Edinho Silva, para encaminhar o palanque no estado. Marília, que desponta como favorita para encabeçar a chapa majoritária da legenda, destacou que a escolha pode "fragilizar o campo democrático" ao "reproduzir uma disputa polarizada". "Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado", disse Marília, em nota divulgada à imprensa. "Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula". A ex-prefeita defendeu que Minas precisa de "capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas". A estratégia no estado foi frustrada pela desistência do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, que, mesmo sendo o nome preferido por Lula, decidiu encerrar sua participação na vida política após o término do mandato no final deste ano. "O caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal. A eleição de Lula em 2022 demonstrou que os melhores resultados surgem do diálogo, da convergência e das frentes amplas", continuou Marília. A demonstração de insatisfação da ex-prefeita ocorre em meio à possibilidade dela ser lançada como o nome ao governo até esta sexta-feira, conforme antecipado pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO. A decisão foi tomada pela cúpula do PT, que, embora saiba da resistência de Marília, não conta com outros nomes considerados tão competitivos quanto ela. Ainda no comunicado, Marília ressaltou que sua pré-candidatura ao Senado foi construída coletivamente e aprovada pela instâncias partidárias em janeiro deste ano. Ela renunciou ao mandato para se dedicar à campanha: "Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários. Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado", destacou o comunicado. "Mais do que projetos individuais, o momento exige responsabilidade política, diálogo e compromisso com uma alternativa viável para Minas Gerais", completou. Em entrevista ao Valor Econômico no final de semana, Edinho chegou a afirmar que, apesar da intenção de lançar a candidatura própria, o partido mantinha conversas com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, pré-candidato ao governo pelo MDB. O PT também já considerou uma composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem resistido à possibilidade.
MG: Marília Campos reforça intenção de disputar Senado e vê candidatura própria do PT como 'equívoco estratégico'
Ex-prefeita argumentou que escolha 'reproduz polarização' enquanto o ideal seria liderar construção de uma 'aliança ampla e competitiva' com outros partidos aliados









