Eleições 2026

A estratégia do PT de lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais sofreu o primeiro baque um dia depois de ser avalizada pelo presidente Lula. Apontada como principal expoente da legenda para disputar o Palácio Tiradentes, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos afirmou nesta quinta-feira 25 que a decisão representa um “equívoco estratégico” e reafirmou que pretende disputar uma vaga no Senado.

A manifestação ocorre após a reunião realizada na quarta-feira 24, no Palácio da Alvorada, quando Lula recebeu lideranças do PT mineiro e a direção nacional do partido. Ao fim do encontro, a presidente estadual da legenda, Leninha, anunciou que o partido manterá a decisão de apresentar candidatura própria ao governo.

Embora seja a preferida de Lula para liderar o palanque petista em Minas, Marília deixou claro que não pretende mudar seus planos. Em nota, afirmou que a candidatura própria “representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado”. Segundo ela, “a realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas”.

A ex-prefeita também argumentou que a polarização pode dificultar a formação de uma maioria em torno do projeto do presidente. “Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula.”