Direção do PT não consegue convencer Marília Campos a abandonar pré-candidatura ao Senado para dar palanque nacional Marília Campos: ex-prefeita de Contagem quer disputar o Senado — Foto: Reprodução/Instagram A menos de 100 dias da eleição presidencial o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece sem palanque para concorrer em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Neste domingo (28), em reunião em Belo Horizonte, o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, não conseguiu convencer a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) a desistir de concorrer ao Senado para lançar-se ao governo mineiro. Leia mais: Edinho esteve com Lula na última quarta-feira (24), em Brasília, para discutir o quadro mineiro. O presidente deu aval para a operação política de deslocar Marília da disputa do Senado para o governo estadual. O partido encomendou uma pesquisa de intenção de voto que teria mostrado a ex-prefeita bem situado tanto para uma eleição majoritária como para a outra. Diante de Edinho e da presidente estadual do PT, Leninha, a ex-prefeita, contudo, resistiu. “Eles trouxeram o posicionamento do Lula, de que eu sou viável eleitoralmente para o governo estadual. Ouvi atentamente e explicitei a minha diferença de avaliação. Ficaram de levar minha consideração para o Lula. Ele mesmo já disse que ninguém faz nada imposto”, disse Marília. Segundo a ex-prefeita, a pré-candidatura ao Senado está mantida e esta semana ela deve percorrer em campanha o sul de Minas. No sábado (27), em Montes Claros, no norte do Estado, a petista se encontrou com dois pré-candidatos ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares (PSB), e voltou a defender que o PT construa uma candidatura ao governo mineiro em aliança com outros partidos do campo governista. "Eu já disse para o Partido dos Trabalhadores, inclusive nos momentos antes de eu renunciar à Prefeitura de Contagem, que a minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado”, afirmou a jornalistas na ocasião. Na quarta, logo depois do encontro de Edinho e Leninha com o presidente, Marília disse que considerava a estratégia de candidatura própria um “equívoco”. Edinho deve voltara a Lula para resolver impasse Edinho deverá se reunir com Lula em Brasília nesta segunda-feira (29) para tratar do impasse em Minas. Se a operação para convencer Marília a assumir a candidatura ao governo depender de uma conversa presencial dela com Lula, esse encontro não deve acontecer antes do fim de semana. O chefe do Executivo tem uma agenda intensa até sexta-feira (3), que marca o último dia autorizado para atividades como anúncios e entregas do governo. Na noite desta segunda-feira, Lula embarca para Assunção, no Paraguai, onde participará na terça-feira da cúpula dos chefes de Estado do Mercosul. Na quarta-feira (1), ele terá vários compromissos na Bahia, e na quinta-feira (2), cumprirá agenda no Ceará, e na sexta, concluirá entregas de vários programas, como Minha Casa, Minha Vida, provavelmente, de Brasília. A reunião entre Edinho, Marília e a presidente do PT de Minas, deputada Leninha, foi confirmada em nota oficial do partido. No comunicado, o partido diz que não houve definição sobre a candidatura majoritária no Estado. "Seguiremos em diálogo, com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias", diz Leninha, que assina a nota. O mesmo comunicado diz que a reunião integra a estratégia do PT de construir candidaturas próprias para a disputa em Minas. E que durante a conversa, Edinho e Leninha apresentaram suas avaliações sobre a conjuntura mineira, que recomendaria a candidatura de Marília ao Palácio Tiradentes. O estado de Minas Gerais é um dos com situação eleitoral mais indefinida no país. O líder nas pesquisas de intenção de voto, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não confirmou se será candidato. O governador Mateus Simões (PSD), que assumiu em março substituindo o presidenciável do Novo, Romeu Zema, não consegue decolar. O favorito de Lula para disputar o governo, senador Rodrigo Pacheco (PSB), anunciou que abandonará a política. O segundo colocado nas pesquisas, Alexandre Kalil (PDT), não quer vínculo com nenhuma campanha presidencial. Do lado da direita, o PL não definiu se terá candidatura própria.
Ex-prefeita resiste a pedido de Lula para concorrer ao governo de MG
Direção do PT não consegue convencer Marília Campos a abandonar pré-candidatura ao Senado para dar palanque nacional











