Estado de La Guaira concentra destruição provocada pelos terremotos, que deixaram ao menos 164 mortos e 971 feridos; sobreviventes relatam falta de máquinas e equipes de resgate 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Há gente viva e ninguém vem salvar', diz mãe de pessoa soterrada sob edifício de 12 andares que desabou após terremotos na Venezuela — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 07:50 Venezuela: Terremotos devastam La Guaira, 164 mortos e caos geral Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela, deixando 164 mortos e 971 feridos, principalmente no estado de La Guaira, declarado "zona de desastre". Moradores, desesperados, buscam parentes sob escombros, enquanto equipes de resgate enfrentam falta de equipamentos. A situação é crítica, com sobreviventes relatando a ausência de água e energia, e o temor de novos tremores persiste. Autoridades pedem reforço urgente nas operações de salvamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO "Foi terrível. Tudo, tudo desabou", lamenta Yilsmaris Blanco, de 39 anos, enquanto observa a destruição em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais atingidas pelos dois terremotos que devastaram o estado venezuelano de La Guaira. Enquanto equipes de resgate tentam localizar sobreviventes, moradores seguem procurando parentes presos sob os escombros e fazem apelos por reforço nas operações de salvamento. — Há gente viva ali e ninguém vem salvar — desabafa uma mulher cuja filha ficou soterrada sob um edifício de 12 andares que desabou. O relato resume o desespero de famílias que aguardam a chegada de equipamentos e mais equipes para retirar sobreviventes. Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira e provocaram a morte de pelo menos 164 pessoas e deixaram 971 feridos, segundo a presidente interina, Delcy Rodríguez. As equipes de resgate continuam as buscas por desaparecidos sob os escombros em diferentes regiões do país. Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 12 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 2 de 12 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 4 de 12 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 6 de 12 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 8 de 12 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes — Foto: Federico Parra/AFP 10 de 12 A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Terremotos causaram destruição na Venezuela — Foto: AFP 12 de 12 Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos — Foto: AFP X de 12 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas No norte da Venezuela, às margens do Caribe, La Guaira foi a região mais atingida. O governo a declarou "zona de desastre". Em Catia la Mar, uma equipe da AFP encontrou edifícios reduzidos a montes de concreto, ruas sem energia elétrica e moradores que passaram a noite ao relento, temendo novas réplicas após mais de 20 tremores secundários. — Agradecemos a Deus porque estamos vivos, mas há pessoas que neste momento estão sofrendo com familiares soterrados, com parentes presos sob os escombros que não conseguem retirar — disse Yilsmaris Blanco. Moradores fazem buscas por conta própria Larry Rojas, de 49 anos, vive em uma área formada por cerca de 200 torres residenciais. Alguns prédios permanecem de pé apenas parcialmente, com grandes rachaduras e paredes abertas. Outros desabaram completamente. — Não temos nada, neste momento não temos nada, nem força, nem coragem para entrar ali, imagine só. Grande parte da região continua sem energia elétrica, e dezenas de moradores passaram a noite nas ruas. Em meio à escuridão, muitos temem novos tremores enquanto aguardam notícias de parentes desaparecidos. — Há sobreviventes lá embaixo — afirma Lisbeth Vasquez, que conseguiu deixar um dos edifícios junto com a família. Durante a noite, equipes de resgate trabalharam entre os escombros enquanto familiares tentavam localizar parentes por conta própria, gritando seus nomes. Jornalistas da AFP presenciaram moradores retirando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os no porta-malas de uma caminhonete. A reportagem também encontrou uma farmácia de Catia la Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias. As autoridades ainda não confirmaram se houve saques após a emergência. José Pacheco, chefe de operações do Grupo de Resgate Unido da Venezuela, afirma que a prioridade agora é ampliar a estrutura de resgate. — O que falta é ajuda, principalmente com equipamentos técnicos, os equipamentos que estão em Caracas, pessoas que sabem quais ferramentas usar e que podem vir ajudar aqui em La Guaira. Que venham. Segundo ele, cerca de 14 edifícios foram atingidos apenas na área onde atua. — Você pode ver como estão as estruturas, como esta aqui, totalmente desabada, e o que falta é ajuda. Com 30 anos de experiência em operações de resgate, Pacheco afirma nunca ter visto um desastre semelhante. 'O prédio começou a descer' Antonio Bermúdez, de 45 anos, estava na sala de casa quando os tremores começaram. — Comecei a ser sacudido, procurei abrigo debaixo de uma coluna. Eu estava entre o meu quarto e o banheiro. Tremia cada vez mais forte, tremia cada vez mais forte. Ele conta que tentou se proteger enquanto o edifício cedia. — Eu me agarrei à parede, me agarrei à parede, me agarrei à parede e o prédio começou a descer. Sentado na rua, Bermúdez tenta acomodar uma das pernas, que ficou ferida depois que uma laje caiu sobre ele durante a fuga. Sem energia elétrica, muitos moradores percorrem as ruas com lanternas e enfrentam também a falta de água. — Também não temos água, estamos morrendo de sede. Entramos na estrutura e temos medo de que ela também desabe — relata Larry Rojas. Ao lado de outros moradores, ele reforça o apelo às autoridades. — De verdade, que alguém nos ajude, que enviem máquinas. É disso que precisamos para entrar nos prédios que desabaram.
'Há gente viva e ninguém vem salvar', diz mãe de pessoa soterrada sob edifício de 12 andares que desabou após terremotos na Venezuela
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