Na busca por algo que a inspirasse a desenhar cenas da personagem Supergirl em um ônibus desconfortável, cheio de alienígenas, a quadrinista paulista Bilquis Evely pensou na rua 25 de Março, uma das mais caóticas de São Paulo. Embora pareça estranha, a ideia funcionou e foi parar num dos gibis mais celebrados da personagem.
Cinco anos depois, ela vê sua criação tomar a tela do cinema. "Supergirl", que chegou aos nesta quinta, é uma adaptação dos quadrinhos "Mulher do Amanhã", desenhados por Evely e coloridos pelo capixaba Matheus Lopes, ambos convocados pelo autor, o americano Tom King.
O texto do filme também tem conexão com o Brasil, de certa forma —o pai da roteirista americana Ana Nogueira nasceu aqui, e ela cresceu admirando a cultura nacional. História parecida à do cineasta Craig Gillespie, que, por influência da família, incluiu na trilha sonora de "Supergirl" uma versão da bossa nova "Garota de Ipanema".
"Meu pai costumava cantar em casa, foi uma homenagem", afirmou o diretor em visita ao Rio de Janeiro, na semana passada, em que o elenco e a equipe promoveram o filme numa espécie de capítulo final dessa improvável ligação entre a Supergirl e o Brasil.
"Garota de Ipanema" toca em inglês enquanto a protagonista ataca inimigos para conseguir o antídoto do veneno que ameaça a vida do seu cão Krypto. Nessa jornada, Supergirl recebe, a contragosto, a companhia da jovem alienígena Ruthye, que precisa de ajuda para se vingar do mercenário que matou sua família.












