Em reunião com ministro do Planejamento, pelator do tema defendeu inclusão de mudança no Simples 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O deputado Jorge Goetten no plenário da Câmara — Foto: Divulgação/Câmara RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 16:43 Impasse sobre teto do MEI adia envio de projeto à Câmara O envio do projeto do governo para aumentar o teto de faturamento dos MEIs foi adiado devido a impasses com a Câmara sobre mudanças no Simples. A proposta prevê elevar o limite de R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028 e permitir a contratação de dois funcionários. Deputados querem alterações no Simples, mas o governo resiste devido ao impacto fiscal. Uma comissão discutirá o tema na próxima semana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para quarta-feira, o envio do projeto do governo que eleva o teto de faturamento do programa do microempreendedor individual (MEI) foi adiado após divergências sobre o texto. A proposta elaborada pelo Executivo prevê aumentar o limite de MEIs dos atuais R$ 81 mil anuais para R$ 140 mil até 2028. O texto também deve permitir a contratação de dois funcionários. O regime atual estabelece apenas um. Na Câmara, porém, deputados defendem a necessidade de alterar também as faixas do Simples, mas o governo é contra. — A correção do MEI já está pacificada. Sinto que podemos avançar em relação ao Simples com medidas compensatórias — disse o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto na comissão especial da Câmara. Goetten se reuniu na terça-feira com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para discutir o tema, mas não houve consenso sobre mudanças no Simples. No encontro, eles combinaram que haverá um grupo de trabalho para discutir o assunto até a semana que vem. A oposição do governo à alteração no sistema de tributação se deve ao impacto fiscal que ela representaria. Enquanto a perda na arrecadação pela mudança no teto do MEI é estimado em R$ 4 bilhões nos dois anos, no caso do Simples, a ampliação do faturamento anual de R$ 4,8 para R$ 8 milhões, como propõe Goetten, custaria R$ 50 bilhões por ano, segundo estimativas do Ministério da Fazenda, que considera a medida uma bomba fiscal. Para minimizar o impacto, Goetten propõe que a correção do Simples ocorra só a partir de 2028. Ele lembrou que a última correção do Simples ocorreu em 2016 para vigorar em 2018. Em entrevisa ao GLOBO, o ministro do Empreendorismo, Paulo Pereira, afirmou que uma alteração nas faixas do Simples deverá vir acompanhada de outras discussões, como correções de eventuais distorções existentes no sistema simplificado de tributação. — O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções — disse Pereira.
Governo adia envio de projetos sobre MEIs após impasse com a Câmara sobre alteração no Simples
Em reunião com ministro do Planejamento, pelator do tema defendeu inclusão de mudança no Simples














