Empresas podem flexibilizar expediente, mas não são obrigadas por lei; diálogo é a chave 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores lotaram bares para assistirem a jogo do Brasil na Lapa, no Rio de Janeiro — Foto: Alexandre Cassiano RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 21:07 Copa do Mundo: Empresas Decidem Sobre Horários de Trabalho Flexíveis A legislação trabalhista brasileira não exige que empresas liberem funcionários durante jogos da Copa do Mundo. A decisão de flexibilizar horários é de cada empregador, podendo adotar home office ou folgas parciais. A falta sem autorização pode resultar em advertências ou até demissão por justa causa. Estados e municípios podem decretar ponto facultativo para servidores públicos. O diálogo entre empresa e empregado é essencial para acordos sobre ausências durante os jogos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Classificado como líder do Grupo C, o Brasil volta a campo pela segunda fase no dia 29 de junho, uma segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, com adversário a ser definido — o vice-líder do Grupo F (Holanda, Japão ou Suécia). Quem trabalha no horário do jogo não tem direito a folga, o que torna a negociação com o empregador a única alternativa para assistir à partida. A legislação brasileira não prevê feriado, ponto facultativo ou dispensa automática do trabalho durante as partidas da Copa do Mundo. A decisão de flexibilizar horários, permitir home office, antecipar o encerramento do expediente ou conceder folga parcial fica a critério de cada empregador. Embora não exista uma regra nacional que transforme as partidas em feriado, estados e municípios podem adotar medidas próprias para órgãos públicos, como alterações de expediente ou decretos de ponto facultativo. Em edições anteriores da Copa, algumas administrações públicas ajustaram os horários de funcionamento para permitir que servidores acompanhassem os jogos da Seleção. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Prefeitura da capital decretou ponto facultativo para os servidores municipais nesta quarta-feira, a partir das 15h, em razão do jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo de 2026. A medida constou no Decreto 58.121, publicado no Diário Oficial do Município na última segunda. Faltar ou sair mais cedo pode dar justa causa? Parar de trabalhar para assistir a um jogo da seleção brasileira sem autorização da empresa pode trazer consequências que vão muito além de um simples desconto no salário. Dependendo da situação e dos prejuízos causados pela ausência do funcionário, a conduta pode resultar em advertência, suspensão e até mesmo demissão por justa causa. A animação do público no estádio para o jogo entre Brasil e Haiti 1 de 14 Torcedor brasileiro chega ao Estádio da Filadélfia para a partida contra o Haiti — Foto: Jewel SAMAD / AFP 2 de 14 Dupla de brasileiras espera o início da partida contra o Haiti — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Torcedor haitiano chega ao estádio para o jogo contra o Brasil — Foto: Jewel SAMAD / AFP 4 de 14 Torcedor haitiano chega ao estádio para o jogo contra o Brasil — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP X de 14 Publicidade 5 de 14 Torcedora haitiana na expectativa para o início da partida — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP 6 de 14 Seleção brasileira enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19) às 21h30, horário de Brasília — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP X de 14 Publicidade 7 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Jewel SAMAD / AFP 8 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP X de 14 Publicidade 9 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Jewel SAMAD / AFP 10 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 14 Publicidade 11 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Getty Images via AFP 12 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Getty Images via AFP X de 14 Publicidade 13 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP 14 de 14 Torcedores brasileiros e haitianos aguardam o início da partida no Estádio da Filadélfia — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP X de 14 Publicidade Partida acontece na Filadélfia De acordo com Fabio Medeiros, advogado trabalhista e sócio do escritório Lobo de Rizzo, os dias de jogos não são considerados feriados e a legislação trabalhista não obriga as empresas a liberarem seus funcionários. — Em tese, o empregador poderia descontar as horas não trabalhadas e também aplicar sanções disciplinares, como advertência ou suspensão, conforme a gravidade do caso. Em situações mais graves, por exemplo, em atividades essenciais, operações críticas ou funções que a ausência da pessoa pode causar prejuízos relevantes com clientes, trabalhos e entregas, essa conduta pode até justificar uma penalidade mais severa. A justa causa, por exemplo, a depender do que aconteça. Mas isso sempre depende do dano que for causado — ressalta Medeiros. O especialista afirma que o principal fator é a comunicação entre empresa e empregado. Caso a liberação para assistir ao jogo parta do empregador, a tendência é que as horas sejam abonadas, sem desconto salarial ou punições. — O ponto principal é entender quem tomou a iniciativa. Se foi a própria empresa que decidiu dispensar os empregados durante o jogo da seleção brasileira, no caso, a lógica é que esse período seja tratado como uma liberação do empregador, ou seja, o caminho mais natural é que o empregador abone essas horas sem desconto salarial e sem uma punição ao empregado — explica. Na prática, porém, o mais comum é que as empresas adotem mecanismos de compensação das horas não trabalhadas. — Tem sido uma prática permitir que os empregados compensem essas horas no mesmo dia, ao longo da semana ou no mesmo mês, conforme as regras aplicáveis de compensação de jornada ou de banco de horas. No caso de banco de horas, há até a possibilidade de compensação por seis meses ou, em alguns casos, um ano, se houver uma previsão em acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva celebrada com o sindicato — afirma. Para trabalhadores em regime remoto, home office ou sem controle formal de jornada, a situação costuma ser mais flexível. Ainda assim, Medeiros recomenda que haja alinhamento prévio com a empresa. — É bastante recomendável que a empresa deixe claro se a pessoa pode se ausentar durante a partida da seleção brasileira na Copa do Mundo, se deve reorganizar as suas entregas ou se ela precisa estar disponível em determinado horário de alguma forma, por exemplo — conclui.