Ondas de calor já consomem até 10% da renda familiar na Europa. Esse foi o custo silencioso de períodos de calor extremo e secas apenas na região de Madri entre 2004 e 2022, segundo estudo da Climate Analytics, publicado neste ano.

E vai piorar, caso os países do continente que mais rapidamente aquece no planeta não ataquem o ponto central do problema: a mudança climática causada sobretudo pela queima de petróleo, gás e carvão.

Nesta semana, a segunda onda de calor no ano reescreve os livros de recordes de temperatura do Reino Unido à Alemanha, provoca uma corrida às lojas por ventiladores e aparelhos de ar condicionado, altera rotinas de trabalho, inviabiliza salas de aula e até atrações turísticas, como a Torre Eiffel, em Paris.

Na terça-feira (23), a França viveu o dia mais quente da história ou desde que os registros começaram, em 1947. O recorde durou apenas um dia. Na Espanha, o país experimentou a média de temperatura mais alta para junho desde ao menos 1950. A Escócia registrou o dia mais quente do ano.

Surrey, no Reino Unido, atingiu 35,7°C, e, horas depois, foi a vez de Wiggonholt chegar a 35,8°C. Ainda que ligeiramente, duas marcas acima dos 35,6°C anotados em junho de 1976, ano de uma onda de calor histórica, lembrada no país até os dias atuais pela excepcionalidade. Não mais.