Um turista desavisado que desembarcasse em Miami Beach na manhã ou na tarde de quarta-feira (24) haveria de anotar em seu caderninho: "Estou em Edimburgo".

Ele logo perceberia as palmeiras ao seu redor e os termômetros apontando 93° F, o equivalente a 34° C. Mas, mesmo em um ambiente tropical, não o confundiria com o Rio de Janeiro ou Salvador.

Na festa pré-jogo do duelo entre Escócia e Brasil na Copa do Mundo, deu Escócia. Nos dias que antecederam a partida e na própria jornada de encerramento do Grupo C, os torcedores e torcedoras vestidos de azul, muitos deles de kilt, dominaram o principal ponto turístico de Miami.

"Vocês podem fazer mais gols; nós bebemos mais", bradou um dos membros do Tartan Army, como é conhecido o exército de seguidores da equipe nacional escocesa. Com o copo em riste, em um dos bares na avenida beira-mar Ocean Drive, ele se identificou como McGinn.

Não ficou claro se era seu sobrenome ou uma referência ao principal jogador da seleção dirigida por Steve Clarke. A segunda opção parecia a mais plausível, mas nem ao citar o nome do meia o alegre torcedor permitiu a si mesmo um arroubo mais efusivo de otimismo: "Um empate fica bom para todo o mundo, não?".