Uma artista retirou uma videoinstalação da National Portrait Gallery, em Londres, que culpava Winston Churchill por uma fome na Índia colonial, após um historiador e outras pessoas reclamarem que a caracterização do papel de Churchill era imprecisa.
No vídeo, intitulado "Persistence", a artista Helen Cammock, que narra a obra, compara Churchill a Oliver Cromwell, um comandante durante as Guerras Civis Britânicas de meados dos anos 1600. Ela diz no vídeo que sua opinião sobre Cromwell mudou depois que soube que ele havia "matado pessoas de fome, em massa, um pouco como a fome intencional da população indiana por Winston Churchill".
Andrew Roberts, um historiador inglês que escreveu uma biografia de Churchill, enviou ao museu uma carta aberta em 16 de junho, assinada por mais de 50 membros atuais e ex-membros da Câmara dos Lordes, incluindo Nicholas Soames, neto de Churchill. A carta chama o vídeo de "um discurso ideologicamente motivado" e "historicamente ridículo".
Roberts também acusou Cammock, que em 2019 ganhou o Prêmio Turner, o mais prestigiado prêmio de artes visuais da Grã-Bretanha, de denegrir "alguém que muitos acreditam ser nosso maior britânico".
Em um comunicado, o museu descreveu a obra de arte como "uma peça de reflexão concebida como uma narrativa em primeira pessoa" e que foi apresentada "como uma peça artística, não um documentário". O filme focava na representação de uma ampla gama de grupos e indivíduos na história e explorava múltiplas narrativas históricas com um elenco de personagens reais e imaginários. O museu disse que havia apenas uma referência a Churchill no vídeo de 38 minutos.









