No Brasil, a legislação trabalhista estabelece que os contratos de trabalho devem ser limitados a 44 horas semanais, ou 8 horas diárias Marinho: Há quase 2 milhões de pessoas trabalhando acima de 44 horas, com horas extraordinárias — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse, nesta quarta-feira (24), que o Brasil tinha 37,11 milhões de trabalhadores com jornada de trabalho acima de 41 horas semanais em fevereiro de 2026. Há quase 2 milhões de pessoas trabalhando acima de 44 horas, com horas extraordinárias, segundo ele. No Brasil, a legislação trabalhista estabelece que os contratos de trabalho devem ser limitados a 44 horas semanais, ou 8 horas diárias. A lei permite que o trabalhador faça horas extras, desde que sejam pagas pelo empregador. Em fevereiro de 2026, o Brasil tinha 9,24 milhões de trabalhadores que atuavam de 31 a 40 horas semanais. Outros 2,12 milhões tinham jornada de 21 a 30 horas semanais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil tinha 62,19 milhões de vínculos formais ativos em fevereiro deste ano. Eram 47,97 milhões de trabalhadores privados e 13,81 milhões do setor público. Em comparação com fevereiro de 2025, o Brasil registrou 2,17 milhões de vínculos novos, uma alta de 3,6% no período. O crescimento foi menor entre os trabalhadores privados (2,22%), com mais 1,41 milhão de empregos. O aumento foi de 1,91 milhão entre os agentes públicos, 8,58%. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Segundo Marinho, o estoque de vínculos formais segue concentrado em trabalhadores com ensino médio completo. Foram 33,31 milhões ao todo em fevereiro, ou 53,6% do total. O grupo teve acréscimo de 1,3 milhão (+4,1%) em relação ao mesmo mês de 2025. Marinho declarou que, por faixa etária, o crescimento foi puxado por jovens de 18 a 24 anos, com alta de 1,21 milhão em 1 ano, ou 18% de crescimento. "Isso contradita o que muitas informações de muita gente, estudiosos que talvez não sejam tão estudiosos assim, que falam que os jovens não querem nada", disse. "[O Brasil] Teve uma diminuição drástica do número de jovens que nem estudava e nem trabalha, e foram absorvidos, especialmente, pelo mercado de trabalho. As pessoas, na medida que têm oportunidades, eles preenchem [as vagas] e vão à luta", acrescentou Marinho.