O STM (Superior Tribunal Militar) manteve, nesta quarta-feira (24), a decisão que negou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para declarar suspeito o ministro Joseli Parente no processo que pode levar à perda de patente do ex-presidente.
A decisão foi tomada por unanimidade. Parente é tenente-brigadeiro do ar e vice-presidente da corte.
Os ministros analisaram um recurso contra uma decisão de março da presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha. Os advogados pedem o afastamento de Parente por elogios do ministro ao presidente Lula (PT) e por declarações à imprensa sobre o julgamento dos militares condenados pela trama golpista.A ministra, no entanto, afirmou que os argumentos são "demasiadamente vazios e insuficientes para atribuir parcialidade" ao vice-presidente do STM, que foi indicado a Lula à corte militar em 2015.
Durante a sessão, ela apenas leu seu voto e foi acompanhada pelos demais ministros.
No pedido, a defesa de Bolsonaro menciona uma entrevista ao UOL intitulada "STM punirá militares que cometeram crimes no 8/1" em que Parente afirma: "Nós julgaremos com toda a Justiça, com todo o pleno direito à defesa e ao contraditório e, se tiver realmente cometido crimes, se chegar a nós, será punido".













