Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio afirmou que o governo favoreceu o consumidor com a renovação das cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta quarta-feira (24) que o governo federal tomou decisão para favorecer o consumidor ao renovar cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados. Ele afirmou que o cronograma de elevação de Imposto de Importação (II) foi mantido. “O governo federal tomou essa decisão ontem não foi para causar danos à produção nacional. Ao contrário, para favorecer sobretudo o consumidor, o mercado. E não ignorando que a gente tem que ter uma política, uma série de medidas, para acomodar todos os interesses, que são legítimos”, disse. O governo federal renovou na terça-feira (23), por seis meses, as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), no valor de US$ 463 milhões. A medida da Câmara de Comércio Exterior (Camex) beneficia a BYD, a GWM e outras marcas eletrificadas, como Jaecoo e Geely. As montadoras tradicionais que produzem no país ameaçam ir à Justiça com a prorrogação das cotas de importação de veículos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sustenta que a medida vai contra um cronograma estabelecido pelo próprio governo em julho de 2025. “O que também foi mantido, e aí a grita, é a cota para a importação de veículos importados. A cota com tarifa zero”, disse. “Essa decisão que foi tomada é porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir. Tem uma lá em São Paulo, uma outra lá na Bahia, que já estão começando a produzir veículos híbridos, híbridos flex, aqui no país”, acrescentou. O governo também decidiu manter o cronograma de elevação de Imposto de Importação (II) das tarifas de importação dos veículos. "Há 3 anos, nós começamos um cronograma de elevação do imposto de importação que vai chegar agora, em janeiro do ano que vem, a 35% para todos os veículos. Esse cronograma não foi alterado. Não houve nenhuma modificação. Havia uma pressão para que nós reduzíssemos o imposto de importação para que não acontecesse agora o aumento, porque, a partir de 1º de julho é que sobe para 35%. Isso foi mantido", disse Elias Rosa. Segundo o ministro, o movimento é positivo para oferta do mercado e geração de emprego e renda. “Aquele que não fabricar no país não vai poder acessar as linhas de financiamento”, declarou Rosa. Rosa disse que a importação de veículos elétricos passou a ser uma “rotina” e “constante na cena urbana”. Afirmou que o governo federal tem intensificado e fortalecido a indústria brasileira. “Quem quiser montar, fabricar e produzir no Brasil encontra vantagens, instrumentos de fomento e apoio. Mas também não cria uma barreira para a importação”, declarou. Em 1º de julho, as cotas isentas de tarifa de importação serão encerradas e as importações de SKD e CBU fora da cota, taxadas em 28%, passarão a pagar 35%. Em janeiro, as importações de CKD, veículos totalmente desmontados, passarão a ser taxadas em 35%. Segundo o ministro, o cronograma de elevação do imposto de importação começou há 3 anos. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil