Empresas apontaram preocupações concorrenciais e pediram que o Cade levasse em conta impactos da elevada concentração no mercado de serviços submarinos para óleo e gás Empresas são fornecedoras globais de serviços de engenharia e instalação offshore — Foto: Reprodução A Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a fusão entre Subsea7 e Saipem, duas das principais fornecedoras globais de serviços de engenharia e instalação offshore para a indústria de óleo, gás e energia. Se não houver questionamentos por parte de terceiros ou conselheiros nos próximos 15 dias, a operação será considerada aprovada em definitivo. Petrobras, Exxon, Technip Brasil e a Associação Brasileira de Empresas e Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep) foram aceitas como terceiras interessadas e podem fazer o recurso. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A operação prevê a incorporação da Subsea7 pela Saipem e foi analisada pela SG com foco nos possíveis impactos concorrenciais nos mercados de instalação de sistemas submarinos (SURF) e serviços de manutenção (IRMD). A fusão foi anunciada em julho de 2025. Na época, reportagens indicaram que as companhias passariam a deter cerca de um terço do mercado de serviços para a indústria de petróleo e gás offshore. No processo administrativo, Petrobras e Exxon apontaram preocupações concorrenciais com a fusão e pediram que o Cade levasse em conta os impactos de elevada concentração no mercado de serviços submarinos para óleo e gás. As petições foram apresentadas em setembro de 2025. Mas, apesar de as participações combinadas das empresas superarem parâmetros que sugerem dominância, a área técnica não encontrou elementos suficientes para indicar a possibilidade de exercício unilateral de poder de mercado após a operação. De acordo com a SG, embora investimentos greenfield (construídos do zero) globais sejam complexos e de longo prazo, há evidências recentes de entradas do tipo brownfield (investimento em instalação existente) no Brasil. Essas entradas, muitas vezes representando a atuação de empresas globais em novos mercados geográficos, refletem uma rivalidade já existente em escala internacional e reforçam a contestabilidade do mercado, de acordo com o Cade. Além disso, a área técnica apontou pressão concorrencial contínua, reduzindo o risco de coordenação ou de comportamento unilateral por parte da empresa resultante da fusão, e a constatação de que não há escassez de embarcações aptas ao lançamento de dutos, inclusive rígidos em águas profundas e ultraprofundas, ativos considerados críticos para operações no pré-sal. Outro fator considerado foi o poder de barganha dos clientes, grandes empresas de óleo e gás, que, segundo a SG, podem estruturar contratações para ampliar a concorrência, inclusive por meio de estratégias que se aproximam de integração vertical, como o afretamento direto de embarcações. Nessa linha, a SG concluiu que a operação não cria incentivos adicionais ao exercício de poder de mercado, nem altera de forma significativa a dinâmica concorrencial vigente. Também foi observado que o acordo não prevê cláusulas de não concorrência.
Cade aprova fusão entre Subsea7 e Saipem, que era questionada por Petrobras e Exxon
Empresas apontaram preocupações concorrenciais e pediram que o Cade levasse em conta impactos da elevada concentração no mercado de serviços submarinos para óleo e gás








