Uma disputa envolvendo algumas das maiores empresas da indústria mundial de petróleo colocou Petrobras, ExxonMobil e TechnipFMC juntas na tentativa de barrar ou impor restrições à fusão entre as multinacionais Subsea7 e Saipem, que criará uma das maiores prestadoras globais de serviços de infraestrutura para exploração em alto-mar.

A fusão das duas empresas é um negócio estimado em US$ 4,6 bilhões.

O centro do embate envolve o controle de uma frota considerada estratégica para a expansão do pré-sal: navios especializados capazes de instalar dutos rígidos, cabos e outros equipamentos no fundo do mar, em operações realizadas a mais de 2.000 metros de profundidade.

A fusão das operações das duas empresas no Brasil foi aprovada pela Superintendência-Geral pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas a Petrobras e uma associação que representa as maiores empresas do setor recorreram na última quinta-feira (9) ao tribunal do Cade. Agora, os conselheiros vão fazer uma segunda análise do caso, que também é julgado por outros países, como nos Estados Unidos e na União Europeia.

A italiana Saipem e a norueguesa Subsea7 prestam serviços de engenharia e construção submarina para a indústria de petróleo e gás natural. Entre as suas principais atividades estão a instalação de dutos, cabos e equipamentos, especialmente em águas profundas, infraestrutura essencial para conectar poços às plataformas e viabilizar o escoamento de petróleo e gás em projetos como os do pré-sal.