Banco controlado pelo bispo entrou na mira da PF em operação realizada nesta terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus — Foto: Reprodução / Facebook RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 16:17 Operação Miragem: PF não busca Edir Macedo por residência fora do Brasil A Polícia Federal não solicitou buscas em endereços de Edir Macedo, controlador do Banco Digimais, devido à sua residência no exterior. O banco está sob investigação na Operação Miragem por suspeita de fraudes financeiras. Foram pedidos o bloqueio de bens de Macedo, até R$ 670 milhões, e a quebra de sigilos. O Banco Digimais afirma colaborar com as investigações e garantir transparência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal informou que não pediu mandados de busca e apreensão em endereços do bispo Edir Macedo, controlador do Banco Digitais, porque ele mora no exterior. Em relatório, os investigadores afirmaram que o religioso aparece como um dos responsáveis por "decisões estratégicas" tomadas pelo banco suspeito de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. "Como controlador da instituição financeira, EDIR MACEDO BEZERRA também figura entre os responsáveis pelas decisões estratégicas, porém como já informado é residente no exterior, o que inviabiliza o cumprimento da medida neste momento", diz o relatório. Na mesma representação, a PF também pediu o sequestro e bloqueios de bens e valores de Edir Macedo no valor de até R$ 670 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele no período entre abril de 2021 e o mesmo mês de 2026. Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para dar explicações e colaborar com a Justiça. “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã, o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes", afirmou o banco, no texto. Nesta terça-feira, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de dirigentes da instituição, empresas e fundos de investimento ligados ao grupo. O Banco Digimais entrou na mira da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira pela PF. Segundo as investigações, há indícios da prática de "crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de possíveis fraudes documentais".