Em agenda no interior do Rio, presidente disse que não se candidatou "para fazer coisa para rico": Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República — Foto: Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (23) que os governos do PT foram os que mais investiram em Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo. As declarações foram dadas em agenda no interior do Rio, a menos de quatro meses das eleições. "Eu queria que vocês pesquisassem se teve presidente que colocou mais dinheiro no Rio do que eu e a presidente Dilma Rousseff na história desse país", disse na inauguração de trecho da nova Serra das Araras, em Paracambi (RJ). O presidente, pré-candidato à reeleição, enfatizou que a ajuda do PT se estendeu a outras unidades da federação, como São Paulo, independentemente de partido político do governante. Segundo Lula, o país não pode ser rico enquanto Estados e municípios são pobres. "Em qualquer Estado do Brasil, qualquer governador, de qualquer partido político, duvido que tenha recebido mais ajuda do que no governo Lula e Dilma", disse. E completou, citando dois ex-governadores paulistas: "Pode chegar no José Serra, no Alckmin, que hoje é meu vice, e perguntar quem colocou mais dinheiro em São Paulo". Alckmin, quando governou o Estado, era filiado ao PSDB, mesmo partido de Serra. Em inserções recentes veiculadas na TV em São Paulo, o PT tem apostado na divulgação de obras, em especial de infraestrutura, que tiveram investimento federal numa tentativa de disputar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a paternidade das iniciativas. Tarcísio é pré-candidato à reeleição e terá como principal adversário o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). No Rio, o partido deve apoiar a candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Lula declarou ainda que não se candidatou à Presidência da República "para fazer coisa para rico": "O rico não precisa do governo. Quem precisa são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias." Durante o evento, o presidente fz elogios ao presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, pela condução do banco de fomento. A instituição apoia com R$ 10,7 bilhões as obras em toda a concessão. "O BNDES está dando um show e uma lição ao mundo sobre para que serve um banco de desenvolvimento. Serve exatamente para dar as condições para as empresas fazerem as obras que o Brasil precisa." Lula participou de cinco agendas no Rio entre ontem e hoje. O governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, o acompanhou em todas elas. Nesta terça, Couto citou "espírito de gratidão" à União pela entrega de obras e pela assinatura do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O acordo vai permitir a redução da dívida do Estado com a União, atualmente de R$ 210,6 bilhões, para R$ 168,5 bilhões.