Dispositivos do tamanho de uma moeda, à venda por menos de R$ 100, estão sendo usados por homens para monitorar mulheres em São Paulo.
Escondidas em carros, bolsas, mochilas e até em pertences de crianças, as chamadas tags de rastreamento permitem acompanhar deslocamentos em tempo real sem que a vítima perceba.
Os registros de perseguição na 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na região central da capital paulista, cresceram 15,5% no primeiro trimestre deste ano. Foram 104 boletins de ocorrência entre janeiro e março, ante 90 no mesmo período de 2025.
Policiais relatam que o uso de tecnologia para vigiar mulheres tem aparecido com frequência nas denúncias.
Uma dessas vítimas é uma pedagoga de 46 anos da capital paulista, que não será identificada por segurança, descobriu estar sendo monitorada ao receber um alerta no celular informando que uma tag desconhecida acompanhava seus deslocamentos havia horas.
















