Brigitte, personagem de Tatá Werneck na novela "Quem Ama Cuida", da Globo, invade a casa de seus ex-namorados e ficantes, aparece de surpresa em lugares que eles frequentam e envia mensagens insistentes. A atriz retrata um comportamento comum fora das telas, o stalking –ou perseguição–, que é considerado crime no Brasil desde 2021.

Um homem de 35 anos que trabalha na segurança pública do Rio de Janeiro, e pediu para não ter seu nome revelado pela reportagem, lida com uma cyberstalker como a Brigitte há oito anos.

Ele conta que conheceu uma mulher em um aplicativo de relacionamentos. Os dois tiveram um encontro, mas ele preferiu não continuar a relação. Ela não aceitou bem a rejeição, ele diz, e começou a enviar flores, mandar mensagens e fazer dezenas de ligações por dia.

O fluminense calcula que ela usou quase cem números telefônicos diferentes para entrar em contato. Além disso, tentou invadir suas redes sociais e enviou mensagens para ex-namoradas. Num episódio, a mulher se passou por ele e importunou uma ex até que ela solicitasse uma medida protetiva contra o homem. Ele moveu dois processos contra a stalker e conseguiu uma medida cautelar.

Segundo a legislação brasileira, a pena é de reclusão de seis meses a dois anos, mais multa, e é agravada quando o crime é cometido contra mulher por razão de gênero.