Vítima, que sobreviveu ao ataque, relatou perseguições e ameaças do suspeito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Boletim de ocorrência aponta que vítima relatou perseguições e ameaças do suspeito — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 08:53 Homem é Indiciado por Tentativa de Feminicídio Após Empurrar Ex de Penhasco em MG Silvanildo Amâncio de Araújo foi indiciado por tentativa de feminicídio, estupro, tortura, roubo, sequestro, cárcere privado e descumprimento de medida protetiva após empurrar sua ex-mulher, Ana Cláudia, de um penhasco na Serra do Rola-Moça, MG. A vítima sobreviveu, relatando perseguições e ameaças do ex-parceiro. A relação, marcada por violência, durou cerca de dez anos. O suspeito confessou o crime após ser capturado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, vai responder por tentativa de feminicídio, estupro, tortura, roubo, sequestro e cárcere privado e descumprimento de medida protetiva. O homem foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais após empurrar a ex-companheira Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, penhasco abaixo na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A mulher foi resgatada viva em 26 de maio após ficar cerca de 24 horas ferida no Parque Estadual, agarrada à vegetação local. As investigações mostraram que Silvanildo sequestrou Ana Cláudia quando ela descia de um ônibus no trajeto para o trabalho, em Belo Horizonte. Ele roubo a bolsa dela com todos os pertences, a manteve em cárcere privado, sob constante ameaça, com uma faca próxima ao pescoço dela. O homem ainda a estuprou antes de jogá-la do penhasco e fugiu. Ele foi localizado no Norte do estado e confessou o crime. — Esse sentimento de posse do homem em relação à mulher ainda é muito vivo em muitos homens. São esses valores sociais que a gente tem que mudar, que a gente tem que combater — destacou a delegada Ana Paula Gontijo a jornalistas. O caso agora segue para análise do Ministério Público. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher procurou a Polícia Militar de Minas Gerais no dia 20 de maio após relatar perseguições e ameaças feitas pelo homem, que não aceitava o fim do relacionamento ocorrido em fevereiro deste ano. O casal manteve uma relação conturbada por cerca de dez anos. Silvanildo, pai da filha caçula de Ana Cláudia, passou a persegui-la inclusive nos locais onde ela trabalhava como diarista. O boletim aponta que, em abril, ele procurou um dos patrões da vítima para tentar entrar na residência onde ela prestava serviços, no bairro Mangabeiras. Já em maio, câmeras de segurança registraram o suspeito circulando em frente a outra casa onde Ana trabalhava, no bairro Castelo. A filha mais velha da vítima, Thaine Eloisa, relatou episódios anteriores de violência. — Nunca tive um bom convívio com ele, porque ele sempre demonstrou ser uma pessoa ruim. Ele já tentou jogar ela na churrasqueira — afirmou. Segundo ela, o homem também chegou a tentar atear fogo na mãe utilizando fósforos. Confissão e perseguição Silvanildo confessou o crime após ser preso na terça-feira em Várzea da Palma, no Norte de Minas. Segundo a Polícia Militar, na segunda-feira ele buscou Ana Cláudia no trabalho e a obrigou a entrar no carro antes de levá-la para a Serra do Rola-Moça. Durante o trajeto, ameaçou a vítima com um canivete. Ainda conforme o depoimento, o suspeito chegou a telefonar para Danilo Douglas Magalhães Sousa, ex-genro dele, e afirmou que estava em um penhasco próximo ao bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, ameaçando jogar Ana Cláudia do local. Segundo a PM, ela caiu cerca de dez metros em uma área íngreme e rolou outros 40 metros até parar em meio à vegetação. Após o resgate, Ana Cláudia foi encaminhada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Em depoimento, Silvanildo afirmou que voltou ao local depois da queda, mas não conseguiu encontrá-la. — Peguei minhas coisas e tomei um banho — declarou. O suspeito disse ainda que não teria planejado o ataque e atribuiu a agressão a uma discussão ocorrida dias antes. — O que me deixou revoltado foi a discussão de sábado, que ela me chamou de uma coisa que eu nunca fiz na vida — afirmou à polícia.