Casa Branca tenta influenciar pleito que vai eleger novo Congresso em novembro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Encontro é dominado pela análise do acordo do presidente Donald Trump para encerrar a guerra com o Irã — Foto: Mandel NGAN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 18:53 Trump Condiciona Fundos de Segurança a Mudanças Eleitorais nos EUA O governo Trump planeja reter fundos de segurança interna para forçar estados a implementarem mudanças eleitorais antes das eleições de meio de mandato nos EUA. As mudanças incluem a eliminação de sistemas de votação eletrônica e a adoção de cédulas de papel. Estados que não cumprirem perderão parte do financiamento do DHS, totalizando mais de US$ 1 bilhão. A medida visa combater suposta fraude eleitoral e aumentar a influência federal nas eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pouco mais de quatro meses das eleições de meio de mandato, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando reter dezenas de milhões de dólares em fundos federais de segurança interna destinados aos estados. O objetivo é fazer com que eles adotem um conjunto abrangente de mudanças eleitorais, segundo múltiplas fontes e documentos internos obtidos pela CNN. A medida faz parte de uma campanha do presidente americano para erradicar uma suposta fraude eleitoral — que estudos demonstram ser muito mais rara do que ele alega — e exercer maior influência federal sobre a condução das eleições de novembro, que decidem a nova composição do Congresso americano além dos chefes do Executivo de alguns estados. Essa batalha pelo controle e influência do pleito já vem sendo travada há alguns meses, inclusive com aprovação de leis estaduais que buscam impedir a interferência do governo federal nas eleições. De acordo com as novas regras propostas pela Casa Branca, que regem vários programas de subsídios para segurança interna, os estados devem tomar uma série de medidas, incluindo a eliminação gradual de certos sistemas de votação eletrônica e a adoção de cédulas de papel marcadas à mão. Além disso, os estados devem verificar seus cadastros eleitorais em um controverso banco de dados de verificação de cidadania do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS). Caso não haja cumprimento das proposições, os estados perderão parte do financiamento do DHS. Esses subsídios, que devem totalizar mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) no atual ano fiscal, são um dos principais instrumentos de Washington para auxiliar governos estaduais e locais na prevenção do terrorismo, na proteção da infraestrutura e na preparação para grandes desastres. As verbas do DHS, para as quais os estados se candidatam, exigem que pelo menos 3% dos fundos sejam gastos em segurança eleitoral. Mas as novas diretrizes, obtidas pela CNN e que devem ser enviadas aos estados ainda este mês, impõem um conjunto de reformas obrigatórias e penalidades severas para o descumprimento. Aqueles que se recusarem a cumpri-las perderão 20% do dinheiro da verba. “Nenhuma alteração nos requisitos das verbas ou na distribuição dos fundos é oficial até que seja formalmente anunciada e publicada pelos canais oficiais e autorizados da agência”, disse um porta-voz do DHS em um comunicado enviado à CNN, acrescentando que o governo considera a segurança eleitoral uma prioridade fundamental de segurança nacional. “Qualquer beneficiário de verbas federais deve esperar prestação de contas sobre como o dinheiro do contribuinte é gasto”. A estratégia de Trump se assemelha a outras já postas em prática durante seu segundo mandato para punir estados americanos por políticas de imigração e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão — iniciativas que vão contra o direcionamento político da sua gestão, implementadas geralmente por governos democratas. Alguns desses esforços foram bloqueados pelos tribunais, e este também poderá enfrentar contestações judiciais em breve.
Governo Trump quer usar fundos de segurança interna para pressionar estados a fazerem mudanças nas eleições, diz jornal
Casa Branca tenta influenciar pleito que vai eleger novo Congresso em novembro






