O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22) que seu Exército tem "total liberdade de ação" para enfrentar qualquer ameaça no sul do Líbano, onde as tropas permanecerão posicionadas pelo tempo que for necessário, segundo ele.

"Nossos soldados posicionados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta ou potencial contra eles ou contra os habitantes do norte" de Israel, disse o premiê. "O Exército israelense não está sujeito a quaisquer restrições a essa posição", acrescentou, segundo um comunicado de seu gabinete.

A declaração do premiê acontece na esteira das negociações entre Estados Unidos e Irã, ocorridas neste final de semana na Suíça. O acordo dos países, que pôs fim à guerra no Oriente Médio, prevê o fim de todas as hostilidades, inclusive no Líbano.

O Irã, argumentando que os EUA não cumpriram seu compromisso de cessar os combates no Líbano, afirmou no fim de semana que havia novamente interrompido o tráfego marítimo no estreito de Hormuz e que as negociações de domingo não abordariam questões substanciais como o programa nuclear iraniano —dois pontos cruciais do acordo firmado entre as partes.

Nas negociações na Suíça, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, minimizou o impacto da violência no Líbano, afirmando que houve progresso em direção ao fim das hostilidades. "Essas coisas são sempre um pouco complicadas", disse ele.