Unidade vai atender Queimados e Japeri e integra plano de saneamento na Baixada Fluminense com meta de ampliar a conexão para 90% até 2027 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Queimados — Foto: Divulgação / Águas do Rio RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 16:09 Queimados inaugura primeira estação de tratamento de esgoto na Baixada Fluminense Foi inaugurada a primeira Estação de Tratamento de Esgoto em Queimados, Baixada Fluminense, após 18 meses de obras. A unidade, que custou R$ 172,8 milhões, atenderá cerca de 270 mil pessoas e visa tratar os dejetos de Queimados e Japeri, contribuindo para a despoluição da Bacia do Guandu. Atualmente, 30% da bacia está conectada, com meta de 90% até 2027. O projeto é parte do programa de saneamento da Águas do Rio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após 18 meses de obras, a primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Queimados, na Baixada Fluminense, foi inaugurada na manhã desta segunda-feira. O projeto, anunciado em 2023, vai tratar os dejetos de cerca de 270 mil pessoas na região de Queimados e Japeri, dois dos municípios que mais contribuem para a poluição da Bacia do Guandu, manancial responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio. Construída pela Águas do Rio, por meio do programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades, a unidade terá capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia nas cidades de Queimados e Japeri. A estação, instalada em uma área de 38,4 metros quadrados próxima ao Rio Guandu, teve investimento de R$ 172,8 milhões pelo Novo PAC, no âmbito do Programa Saneamento para Todos, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A inauguração ocorre na mesma semana em que o presidente Lula, candidato à reeleição, está no Rio para anunciar uma série de medidas voltadas ao estado. Entre elas, a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), a autorização para o início de obras e a entrega de empreendimentos de urbanização e saneamento por meio do Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas. Também haverá a inauguração da primeira etapa da nova Serra das Araras. O investimento total é de R$ 640 milhões na região e o projeto contará com 700 quilômetros de redes coletoras, 13,2 quilômetros de coletores-tronco e mais de 60 estações elevatórias. Segundo o presidente da Águas do Rio, Anselmo Leal, a iniciativa pretende reverter o “abismo social enorme” e a vulnerabilidade das regiões: — A gente vai investir R$ 640 milhões em toda aquela bacia. Japeri, Queimados e um pedacinho de Nova Iguaçu. Tem bastante trabalho ali para a gente começar a reverter esse abismo social enorme que é a vulnerabilidade das regiões mais pobres que também não têm nenhum tipo de saneamento básico. A região, que até hoje não contava com sistema de tratamento de esgoto, é uma das principais responsáveis pela poluição que chega à Bacia do Guandu. Os dejetos de Japeri, Queimados e Nova Iguaçu lançados diretamente nas redes pluviais in natura, representam 60% dessa poluição. A obra é uma das contrapartidas da privatização da Cedae, realizada em agosto de 2021. À época do anúncio do projeto, a concessionária destacou que deixariam de ser despejados diariamente na Bacia do Guandu o equivalente a 20 piscinas olímpicas. 30% conectada Primeira Estação de Tratamento de Esgoto em Queimados é inaugurada — Foto: Divulgação / Águas do Rio Ainda segundo o presidente, 30% de toda a bacia de Queimados e Japeri estão conectados à estação de tratamento. A meta, segundo ele, é que até o fim de 2027, o número alcance 90% da população. O cronograma é compartilhado com a agência reguladora e o Ministério Público. De acordo com Leal, o novo modelo de construção permite que os módulos de 200 litros por segundo sejam expandidos conforme as novas conexões sejam feitas. Em construções anteriores, segundo ele, os equipamentos não eram conectados, o que inviabilizava essa ampliação. — Diferente do que se viu no passado, a nossa estação é modular. A gente tem espaço para crescimento. Serão módulos de 200 litros por segundo, que serão expandidos conforme as novas conexões. A boa notícia é que, desde que chegamos aqui ao Rio de Janeiro, já tiramos 130 milhões de litros de esgoto da Baía de Guanabara por dia. Como é que a gente fez isso? Ligando esses equipamentos que estavam abandonados, que ninguém conectou no passado — destaca. Segundo ele, este é um dos fatores que a concessionária pretende considerar para evitar que, após a construção, cenários em que estações de tratamento não operavam plenamente se repitam. Leal afirma que o marco principal ocorreu em 2024, quando a estação foi incluída no financiamento. O processo, segundo ele, inclui etapas anteriores de licenciamento e elaboração de projetos. — Em três anos ter uma estação para três cidades aprovada e construída, eu acho que é um tempo bem possível. Acho até que, se a gente fizer um comparativo com outros investimentos em saneamento no Brasil, me parece rápido — pontua. Outros municípios Apenas 30% da moradias de Queimados e Japeri estão conectadas à Estação de Tratamento de Esgoto — Foto: Divulgação / Águas do Rio A Estação de Tratamento de Esgoto de Queimados receberá os dejetos da região de Queimados e Japeri. Sobre os demais municípios da Baixada Fluminense, como São Gonçalo e Duque de Caxias, o presidente da Águas do Rio afirma haver investimentos e obras em andamento. Em São Gonçalo, segundo ele, estão sendo realizados projetos importantes de esgotamento sanitário, incluindo a construção de coletores de tempo seco — sistema de saneamento projetado para interceptar esgoto de ligações clandestinas que desaguam em galerias de águas pluviais. Ele também destaca a ampliação da capacidade da estação já existente no município. — Dobramos a capacidade da estação São Gonçalo, ou seja, já existia uma estação lá e nós ampliamos a capacidade de tratamento dela — ressalta. Acrescenta ainda que há uma estação sendo construída pelo governo do estado, prevista no contrato de concessão. Sobre a Baixada como um todo, Leal afirma que as ETEs Sarapuí e Pavuna terão papel central no sistema de tratamento regional. — O saneamento é uma jornada, que começou com o contrato de concessão assinado em 2021 e que, até 2033, vai abranger toda a região metropolitana, resolvendo de forma estrutural o esgotamento sanitário. É um processo paulatino: todo dia a gente vai ligando uma casa nova, até equacionar esse problema no Rio de Janeiro. Até o fim de 2027, é provável que haja uma melhoria importante no Rio Guandu, na qualidade da água, com o avanço do tratamento do esgoto. Isso vai acontecer na Baixada inteira até refletir na qualidade ambiental da Baía de Guanabara — conclui o presidente da Águas do Rio.
Primeira Estação de Tratamento de Esgoto de Queimados é inaugurada; 30% da bacia está conectada
Unidade vai atender Queimados e Japeri e integra plano de saneamento na Baixada Fluminense com meta de ampliar a conexão para 90% até 2027






