Companhia informou ter contratado o Morgan Stanley para avaliar alternativas para o ativo A Farm Rio pode chegar a valer até R$ 5,5 bilhões, nos cálculos do J.P. Morgan, e a venda da marca poderia destravar um valor significativo para a Azzas 2154, diz a equipe do banco. Na sexta-feira (19), a companhia informou ter contratado o Morgan Stanley para avaliar alternativas para o ativo. Os analistas apontam que a Farm ampliou a receita a uma taxa de crescimento anual composta de 25% a 30% entre 2023 e 2025, ao mesmo tempo em que manteve uma margem Ebitda de 18%, “apoiada pela crescente relevância internacional e por uma proposta de marca diferenciada”. O cenário-base do banco considera uma avaliação de 9 a 10 vezes o Ebitda estimado para a Farm, o que leva a um valor de R$ 5 bilhões a R$ 5,5 bilhões. “Para a Azzas 2154, a Farm tem sido um ponto fora da curva dentro do portfólio de marcas, registrando crescimento de 22% na comparação anual em 2025, ante 7% no consolidado da Azzas 2154. A marca tem sido o único motor consistente de crescimento da companhia, mantendo expansão de dois dígitos com rentabilidade sólida”, aponta o J.P. Morgan. O banco afirma que a Farm é tocada de forma quase que independente pelos fundadores, Kátia Barros e Marcello Bastos. Segundo estima o J.P. Morgan, eles devem ser titulares de 3% a 4% do total de ações da Azzas e “devem estar dispostos a deixar o grupo em meio aos problemas mais amplos de governança”. As ações da Azzas agora devem passar a se mover em razão da potencial monetização da Farm, que deve se dar antes de uma resolução da arbitragem entre os sócios Alexandre Birman e Roberto Jatahy. — Foto: Divulgação/J.P. Morgan