0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, durante reunião na Suíça com delegação do Irã: negociações para encerrar guerra no Oriente Médio tem travas e impasses — Foto: Fabrice Coffrini/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 08:16 Negociações Irã-EUA Avançam e Impactam Preço do Petróleo Global As negociações entre Irã e EUA avançam, trazendo reflexos no mercado de petróleo, que caiu 1,80% nesta segunda-feira. Mediadores relatam progresso encorajador após conversas sobre o Estreito de Ormuz e o conflito Israel-Hezbollah. Uma célula de desconflitualização foi criada para mitigar combates no Líbano. Discussões substanciais sobre um acordo nuclear continuam, com foco na paz e segurança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Irã e os Estados Unidos fizeram "progresso dos encorajadores" neste fim de semana, após uma primeira rodada de negociações de alto nível, disseram mediadores ao jornal inglês Financial Times. Os negociadores iranianos voltaram à mesa de negociação - tinham deixado-a no domingo em reação à declaração de Donald Trump sobre a possibilidade voltar ao ataque, caso Teerã não conseguisse impedir a ação do Hezbollah contra Israel - e as conversas avançaram. Os primeiros reflexos já aparecem no mercado na manhã desta segunda-feira: o petróleo abriu em queda de 1,80%, com barril negociado a US$ 79,12. A rodada de negociações, que estão sendo realizadas em um resort na Suíça, terminou nas primeiras horas desta segunda-feira e foi concentrada na abertura do Estreito de Ormuz e no conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Em comunicado conjunto, Catar e Paquistão, que atuam como mediadores, afirmaram que as negociações, que se estenderam até a madrugada de segunda-feira, foram conduzidas em uma “atmosfera positiva e construtiva” e que as partes concordaram com “a criação de uma célula de desconflitualização” destinada a interromper os combates no Líbano. Eles deram poucos detalhes sobre a iniciativa, mas um dos desafios enfrentados pelos mediadores é a dificuldade de determinar com precisão quem disparou primeiro :Israel ou o Hezbollah. Como já disse aqui, nem Benjamin Netanyahu nem o Hezbollah têm interesse na paz e mantêm uma postura bélica que atrapalha o avanço do acordo entre Teerã e Washington. Segundo o Financial Times, os mediadores afirmaram que foi criada uma linha direta de comunicação entre as partes “para evitar incidentes e mal-entendidos, com o objetivo de assegurar a passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz”. No X, Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, que integra a deleção iraniana de negociação, escreveu que as conversações produziram “grandes avanços para encerrar a guerra no Líbano”. Ao jornal inglês, um funcionário da delegação americana - liderada pelo vice-presidente JD Vance e contou com os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump - informou ter havido discussões “substanciais” sobre um acordo nuclear. As negociações técnicas continuam. O cenário no momento é de avanço, mas devemos continuar vendo essa gangorra durante as negociações, com tensão extra atribuído pelos embates entre Hezbollah e Israel e com a imprevisibilidade que característica do presidente americano. Teerã e Washington precisam da paz. Donald Trump percebeu que a guerra só trouxe prejuízos, inclusive, sérios riscos eleitorais para ele neste ano quando acontecem as eleições de meio de mandato.