A governança deixa de ser apenas um conjunto de boas práticas e passa a ser um instrumento ativo de organização de poder e de mitigação de conflitos Em um momento em que o mercado brasileiro discute voto plural, estruturas de controle e proteção de minoritários, uma pergunta ganha relevância prática: quem, de fato, decide nas empresas? Em teoria, as decisões empresariais refletem o “interesse da companhia”. Contudo, na prática, elas acabam sendo resultado de disputas entre agentes com incentivos distintos, que operam dentro de regras previamente definidas. É nesse ponto que a governança corporativa deixa de ser apenas um tema jurídico e passa a ser um problema econômico real.
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