Após atuação do Ministério Público e decisão da Justiça, Fatmata Sessay terá documentos regularizados e passagem para tentar reencontrar o filho adolescente após longa jornada marcada por roubos e vulnerabilidade social 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fatmata Sessay, de 56 anos, recebeu do Ministério Público do Pará uma passagem aérea para embarcar nesta segunda-feira (22) — Foto: Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 21:56 Serra-leonesa deixa aeroporto de Belém após 6 meses de espera Fatmata Sessay, uma cidadã de Serra Leoa, viveu seis meses no aeroporto de Belém devido a roubos e falta de documentação. Nesta segunda-feira, embarcará para o Panamá após intervenção do Ministério Público, que assegurou passagem e regularização de documentos. O objetivo é reencontrar seu filho de 15 anos. A Justiça Federal determinou assistência consular para viabilizar a viagem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A cidadã de Serra Leoa, de 56 anos, que viveu por seis meses no Aeroporto Internacional de Belém, vai finalmente embarcar nesta segunda-feira (22) em direção ao Panamá, onde pretende reencontrar o filho de 15 anos. O embarque só será possível por conta da iniciativa do Ministério Público do Pará de providenciar a compra de uma passagem aérea e acompanhar a regularização dos documentos necessários para a viagem. Fatmata Sessay chegou a Belém após uma longa jornada marcada por dificuldades. Ela deixou São Paulo, onde morava havia 18 anos, no fim do ano passado para tentar encontrar o filho. No percurso, relata ter sido assaltada no Peru e recebido ajuda de voluntários para seguir viagem até o Suriname, de onde embarcou para a capital paraense. Já em Belém, afirma ter sido novamente vítima de roubo, quando perdeu o passaporte e uma passagem que havia conseguido para seguir até o Panamá. Sem documentação e sem recursos, acabou permanecendo no aeroporto. Desde então, passou a viver no saguão do terminal, onde organizava a rotina diária com apoio de serviços sociais da cidade. Durante o dia, frequentava o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), com acesso a alimentação e banho. Ao ser informada da compra da passagem, Fatmata se emocionou. Segundo relato, ela agradeceu ao promotor responsável pelo caso e afirmou que finalmente poderá recomeçar a vida ao lado do filho. “Ninguém me ajudou aqui. Só você que comprou a minha passagem. Muito obrigada. Se Deus quiser, vou encontrar meu filho e recomeçar a vida”, disse. Além da passagem, o Ministério Público informou que vem atuando para viabilizar os documentos necessários à viagem, incluindo a intermediação de visto e carteira internacional de vacinação. Agentes do ICE são enviados para patrulhas em aeroportos dos EUA 1 de 7 Agentes no embarque do Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta — Foto: John Falchetto / AFP 2 de 7 Agentes no Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AF X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Agentes no Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque — Foto: TIMOTHY A.CLARY / AFP 4 de 7 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey — Foto: kena betancur / AFP X de 7 Publicidade 5 de 7 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey — Foto: kena betancur / AFP 6 de 7 Agentes do ICE aturão em aeroportos dos EUA a partir de segunda-feira, com o objetivo de aliviar o congestionamento crescente nas inspeções de segurança, segundo autoridades. — Foto: John Falchetto / AFP X de 7 Publicidade 7 de 7 Agente no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP Trump anunciou no domingo envio do ICE aos principais aeroportos Na sexta-feira (19), a Justiça Federal no Pará determinou que órgãos federais e estaduais prestem assistência consular à imigrante em até 48 horas, com articulação junto à representação diplomática de Serra Leoa, em Washington, para regularização documental e emissão de vistos. Segundo o Ministério Público Federal, a mulher está em situação de vulnerabilidade e não recebeu suporte adequado ao longo do processo. A procuradoria também apontou falhas institucionais no atendimento ao caso. Apesar de ter recebido alternativas de acolhimento, Fatmata optou por permanecer no aeroporto. Ela afirma se sentir mais segura no local. “Não quis ir para nenhum lugar porque quando saio tem gente e carros em cima de mim. Aqui me sinto segura”, relatou. O caso mobilizou moradores de Belém, que passaram a oferecer ajuda. Uma das pessoas que procuraram a imigrante chegou a disponibilizar hospedagem até a conclusão dos trâmites para a viagem. A Prefeitura de Belém informou que acompanha a situação desde dezembro de 2025 e que a mulher recebe assistência social, além de ser beneficiária do Bolsa Família. Com a documentação em fase final e a passagem emitida, a expectativa é que Fatmata finalmente deixe o aeroporto nesta segunda-feira e siga viagem em direção ao reencontro com o filho.
Mulher de Serra Leoa que vive há seis meses em aeroporto de Belém embarca nesta segunda-feira rumo ao Panamá
Após atuação do Ministério Público e decisão da Justiça, Fatmata Sessay terá documentos regularizados e passagem para tentar reencontrar o filho adolescente após longa jornada marcada por roubos e vulnerabilidade social










