Extrema direita lidera pesquisas para eleição na Colômbia neste domingo; favorito se inspira em Bukele e Milei 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente americano Donald Trump no encontro do G7 em Évian, na França — Foto: Ludovic Marin / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/06/2026 - 13:50 Trump agita G7, desafia Lula e apoia candidato na Colômbia Donald Trump dominou as manchetes no G7 com seu estilo provocador, afirmando sua liderança de forma teatral. O presidente dos EUA desafiou aliados, gerando tensão com Lula, a quem chamou de "volátil". Enquanto isso, na Colômbia, Abelardo de la Espriella, candidato da extrema direita e apoiado por Trump, lidera as pesquisas presidenciais, prometendo ações duras contra o sistema. A possível vitória dele pode isolar ainda mais Lula na América do Sul. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Foi uma cena de teatro. Atrasado para a sessão do G7, Donald Trump adentrou a sala quando os demais líderes já estavam sentados. Ao passar pela cabeceira da mesa, estancou o passo, girou o corpo e proclamou, com humor canastrão: “I’m the boss” (Eu sou o chefe). Divulgada pela Casa Branca, a performance bombou no noticiário e nas redes. Foi mais uma demonstração de poder do presidente dos Estados Unidos, que gosta de constranger aliados para afirmar sua força. Em Évian, Trump tentou posar de pacifista ao anunciar o fim da guerra que ele mesmo inventou. Os europeus fingiram acreditar e bateram palmas. O chanceler Friedrich Merz o presenteou com uma camisa da seleção alemã. “Estamos no mesmo time”, disse ao americano, que nem se levantou da cadeira para receber o mimo. A primeira-ministra Giorgia Meloni também tentou agradar. Depois do encontro, pagou o preço da subserviência. “Ela me implorou para tirar uma foto com ela. Eu não teria tirado, mas fiquei com pena”, ironizou Trump. Restou à italiana se dizer “surpresa” e “decepcionada” com a humilhação. Os europeus queriam arrancar um gesto do republicano a favor da Ucrânia. Ele assinou a declaração final, com ameaças de sanções à Rússia, mas nada garante que vá manter a palavra por muito tempo. Não é o forte de Trump, como já aprendeu a diplomacia brasileira. Depois de estender o tapete vermelho a Lula, o americano anunciou outro tarifaço e jogou uma boia para Flávio Bolsonaro, que parecia prestes a se afogar no escândalo do Master. Ao fim do G7, Lula disse que Trump fez uma “coisa desaforada” e continua “agindo como imperador”. Dois dias depois, o republicano chamou o brasileiro de “muito volátil” e garantiu que “não poderia se importar menos” com ele. Chumbo trocado, mas a Casa Branca continua com mais munição do que o Planalto. A vez da Colômbia Abelardo de la Espriella é favorito na eleição que escolherá hoje o novo presidente da Colômbia, terceira maior economia da América do Sul. O candidato da extrema direita fez fortuna como advogado de paramilitares e golpistas financeiros, mas se vende como inimigo do sistema. Playboy, vive em Miami e gosta de ostentar. Desfila de ternos italianos e mocassins Louis Vuitton. A exemplo dos pares no Brasil, Espriella transformou a camisa amarela da seleção nacional em uniforme de campanha. Apesar da afinidade com os Bolsonaro, ele parece se inspirar mais no salvadorenho Nayib Bukele e no argentino Javier Milei. Promete construir dez megapresídios, romper o acordo de paz com as Farc e passar a motosserra na máquina pública. Às vésperas do segundo turno, Trump anunciou “completo e total apoio” a Espriella. Nem precisava. Se as urnas confirmarem sua vitória sobre o esquerdista Ivan Cepeda, professor de filosofia que paga pela rejeição ao presidente Gustavo Petro, Lula ficará ainda mais isolado. O uruguaio Yamandú Orsi deve restar como seu último aliado na região.
Trump banca o chefão no G7 e troca chumbo com Lula, que pode ficar mais isolado na América do Sul
Extrema direita lidera pesquisas para eleição na Colômbia neste domingo; favorito se inspira em Bukele e Milei
Trump domina o G7 com gesto provocador; Abelardo de la Espriella (extrema direita, apoiado por Trump) lidera pesquisas presidenciais da Colômbia. Vitória isolará Lula na América do Sul, redefinindo alianças comerciais e governance regional.














