O Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) afirmou que o cacique Raoni Metyktire passou por uma cirurgia de desobstrução intestinal na tarde deste sábado, com técnica minimamente invasiva, para normalização do trânsito intestinal. De acordo com os médicos, o procedimento ocorreu "sem complicações". Raoni foi transferido em seguida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com uso de antibioticoterapia e tratamento de suporte clínico. Raoni deu entrada no Hospital São Paulo nesta sexta-feira (19), às 16h30, após transferência por aeronave vinda de Mato Grosso. Ele chegou ao hospital com quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativa, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, porém estável. O plano terapêutico atual prevê monitorização contínua e realização de exames para investigação diagnóstica. Raoni foi transferido na manhã desta sexta-feira, às 11h30, do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, Norte de Mato Grosso, para o Hospital São Paulo, onde dará continuidade ao tratamento. A equipe médica optou pela transferência após avaliação de melhora do quadro clínico do líder indígena. O transporte ocorreu em aeronave disponibilizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com apoio e mobilização de instituições federais e estaduais, garantindo as condições necessárias para a manutenção integral dos cuidados durante o deslocamento. Quadro de infecção pulmonar Raoni deu entrada na unidade hospitalar em Sinop, Norte de Mato Grosso, às 17h do último domingo (14), após ser transferido de avião da região de Peixoto de Azevedo, onde reside. Ele estava em casa, recebendo visitas de lideranças e pajés de seu povo, quando apresentou um episódio de vômito na manhã de sábado. Desde então, passou por uma endoscopia digestiva alta na terça-feira, realizada sob sedação e sem intercorrências. Veja imagens da trajetória do cacique Raoni 1 de 8 Raoni dá “puxão de orelhas” no ministro Mário Andreazza, em gesto afetuoso que marca fim de conflito no Xingu — Foto: Jamil Bittar 2 de 8 Sting e Raoni no Human Rights Now! — Foto: Antonio Carlos Piccino X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Cacique Raoni visita o então presidente da República José José Sarney — Foto: Sergio Marques 4 de 8 Cacique Raoni é barrado no Congresso durante a Assembleia Nacional Constituinte — Foto: Gustavo Miranda X de 8 Publicidade 5 de 8 Cacique Raoni e Paulinho Paiakan no Iº Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em Altamira, no Pará — Foto: Josemar Gonçalves 6 de 8 Raoni Txucarramãe e Ireo Kaiapó em protesto em frente ao Palácio do Planalto contra a construção da Usina de Belo Monte — Foto: Gustavo Miranda X de 8 Publicidade 7 de 8 Cacique Raoni chega ao STF para acompanhar o julgamento do marco temporal — Foto: Cristiano Mariz 8 de 8 Cacique Raoni o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da França, Emmanuel Macron — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 8 Publicidade Líder indígena lança biografia 'Memórias do cacique' Desde sua saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Sinop, até o embarque em um hangar anexo ao Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo, com destino à capital paulista, o cacique Raoni foi acompanhado pelo médico Douglas Yanai, integrante da equipe assistencial do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros. Durante a transferência para São Paulo, o paciente permanece acompanhado por dois membros de sua família, além de um médico intensivista e um enfermeiro que compõe a equipe responsável pelo trajeto aéreo, assegurando assistência contínua ao longo de todo o percurso. No Hospital São Paulo, o acompanhamento será conduzido pelo Dr. Franz Robert Apodaca Torrez, médico cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já vinha monitorando a evolução do caso em articulação com as equipes médicas envolvidas. O planejamento da transferência também contou com a participação do Dr. Douglas Antônio Rodrigues, médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp e responsável pelo acompanhamento da saúde do cacique Raoni há décadas. No momento da transferência, o paciente encontrava-se lúcido, consciente e orientado, respirando espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico, e apresentando estabilidade clínica e hemodinâmica compatível com a realização segura do transporte.