Havia uma expectativa imensa para o lançamento do segundo trabalho solo da potiguar Juliana Linhares. O primeiro, Nordeste Ficção (2021), havia deixado uma impressão muito positiva.

Quando estreou em carreira solo, Juliana já não era exatamente uma promessa: vinha chamando atenção à frente da banda Pietá e também construía uma trajetória consistente no teatro. Com Nordeste Ficção, provou que poderia sustentar, sozinha, um projeto autoral de fôlego.

Agora, com Até Cansar o Cansaço, Juliana dá um passo adiante. O álbum é espetacular e já se impõe como um dos grandes lançamentos do ano.

Se Nordeste Ficção investigava os clichês construídos sobre a região, Até Cansar o Cansaço nasce de um lugar mais íntimo. A cantora esbanja talento como intérprete e compositora, mas também como narradora de si mesma.

“Foi um disco atravessado pelo meu emocional, diferente de Nordeste Ficção, que tem uma história da relação do Brasil com o Nordeste na questão política, social e artística”, explica ela, em entrevista a CartaCapital.