Por Clarissa Palácio
A essa altura, já dá para levar como fato que 2026 chegou na contramão do que se esperava quando pensávamos na constância dos avanços tecnológicos. E não devido a uma estagnação da indústria, mas por um fator que pegou especialistas, analistas e entusiastas da tecnologia de surpresa: praticamente todo o mundo passa por uma intensa fadiga tecnológica. Entre redes sociais que não desconectam nunca, inteligências artificiais cada vez mais invasivas e o lançamento de robôs inteligentes a torto e a direito, as pesquisas mais recentes sobre tecnologia e IA relatam dados, no mínimo, interessantes. 82% dos jovens entre 14 e 26 anos já fizeram ou gostariam de fazer um “detox digital” (ScuolaZoo/TheFork, 2025), 75% dos irlandeses acreditam usar o celular em excesso (Deloitte, 2026) e 54% dos americanos afirmaram estar cansados de ouvir falar sobre inteligência artificial (Talker Research, 2026).
Essa realidade é refletida em diferentes áreas do cotidiano. Na maior dificuldade em identificar o que é real e o que é artificialmente fabricado, na fuga das redes sociais para trabalhos manuais e nas tendências que permeiam o vestir, o cuidar e, claro, o morar. É nesse contexto que a Brastemp desenvolveu o Design Trends Overview, manual de tendências que vão guiar a arquitetura e o design de interiores em 2026. Apresentado na última segunda-feira (15) em um talk exclusivo na CASACOR São Paulo 2026, os dados chegam como novidade ainda não divulgada ao mercado.













