Em 2002, quando o Brasil venceu a a Copa da Coréia do Sul e do Japão, o mundo estava muito diferente. Há 24 anos, o campeonato foi disputado após os atentados terroristas de 11 de setembro e teve como principal preocupação a segurança. Os jogos foram transmitidos pela TV, não existia streamings ou smartphones. Se hoje 9 em cada 10 pessoas têm celular, em 2002, a realidade era de 67 milhões de pessoas sem nem telefone fixo em casa.

Os jogos eram todos de madrugada ou de manhã. Ou seja, a Globo cancelou o Mais Você um dia ou outro —mas os horários das novelas Malhação e O Clone não mudaram. Esses mesmos dias de junho estavam agitados na política. A agitação vinha porque era tempo de convenções partidárias: José Serra foi apontado como candidato do governo e Lula, favorito, lançou a famosa Carta ao Povo Brasileiro.

Aquela eleição foi a primeira de um político então com 21 anos: Flávio Bolsonaro se elegeu deputado estadual no Rio de Janeiro. O ano teve várias outras turbulências: racionamento de energia, sequestros em alta, os assassinatos do jornalista Tim Lopes e do casal Richthofen e a morte do funkeiro Claudinho.