Pai recebeu pena de 14 anos e seis meses de prisão; mãe foi condenada a dois anos e 11 meses pelo ataque ocorrido em 2023 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais conduzem jovem suposto de participar de ataque a tiros em escola na Sérvia — Foto: Olivier Bunic/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 05:17 Pais de Atirador Adolescente na Sérvia Condenados à Prisão Os pais do adolescente que matou dez pessoas em uma escola na Sérvia em 2023 foram condenados a prisão. Vladimir Kecmanović recebeu 14 anos e seis meses, e Miljana Kecmanović, dois anos e 11 meses. O ataque, realizado com armas do pai, gerou protestos e mudanças na legislação de armas. O novo julgamento ocorreu após anulação do primeiro, e tanto a defesa quanto a acusação pretendem recorrer. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os pais do adolescente responsável pelo ataque que matou dez pessoas em uma escola de Belgrado, na Sérvia, em 2023, foram condenados à prisão em um novo julgamento. Vladimir Kecmanović recebeu pena de 14 anos e seis meses de prisão, enquanto Miljana Kecmanović foi condenada a dois anos e 11 meses. Segundo o tribunal, tanto a defesa quanto a acusação recorreram das sentenças. O ataque ocorreu na escola de ensino fundamental Vladislav Ribnikar. O autor dos disparos tinha 13 anos na época do crime e matou sete meninas, um menino e um segurança da escola. Outra menina morreu posteriormente no hospital. Além das mortes, cinco crianças e uma professora de história ficaram feridas. Como tinha menos da idade de responsabilização criminal, o adolescente foi internado em uma instituição psiquiátrica. Vladimir Kecmanović foi condenado por negligência, maus-tratos contra um menor e grave crime contra a segurança pública. Miljana Kecmanović respondeu por negligência e maus-tratos contra um menor. A advogada Zora Dobričanin, que representa famílias das vítimas, afirmou que a decisão marca apenas o início de "uma longa batalha". Segundo ela, o caso continuará sendo discutido no tribunal de apelação. Ataque levou a mudanças na legislação Segundo a investigação, o adolescente retirou duas pistolas do cofre do pai, colocou as armas na mochila e foi até a escola. Ele abriu fogo no saguão e, em seguida, entrou em uma sala de aula, onde continuou os disparos. Ao detalhar o crime, o juiz afirmou que o adolescente efetuou 66 disparos em dois minutos e um segundo. Segundo a imprensa sérvia citada no processo, muitos dos tiros atingiram as vítimas. Dois dias após o ataque à escola, um homem armado matou nove pessoas nos arredores de Belgrado. Segundo o processo, os disparos foram feitos de dentro de um veículo. Os dois episódios provocaram protestos que reuniram dezenas de milhares de pessoas. Em resposta, o governo sérvio lançou uma campanha de anistia para entrega de armas e endureceu a legislação sobre armamentos. Primeiro julgamento havia sido anulado O primeiro julgamento dos pais teve início em 2024. Na ocasião, o tribunal ouviu o filho do casal em sessão fechada. Na primeira sentença, Vladimir Kecmanović foi condenado por ensinar o filho a manusear armas de fogo e por não armazená-las de forma segura. Miljana Kecmanović foi absolvida da acusação de posse ilegal de armas, mas condenada por negligência. Um instrutor do clube de tiro frequentado pelo adolescente foi considerado culpado por prestar falso testemunho. Em novembro de 2025, o Tribunal de Apelação de Belgrado anulou a decisão e determinou a realização de um novo julgamento, ao considerar que as justificativas da sentença eram pouco claras e contraditórias. Após a anulação, Vladimir Kecmanović permaneceu preso, enquanto Miljana Kecmanović respondeu ao processo em liberdade até o novo julgamento, iniciado em janeiro. Segundo a BBC, o procurador-geral sustentou que uma condenação dos pais ajudaria a responder como a sociedade sérvia deveria reagir a um dos acontecimentos mais trágicos da história do país em tempos de paz. Durante o novo julgamento, os advogados do casal afirmaram que a condenação por negligência não diferia da sentença inicial, posteriormente anulada. A defesa também sustentou que as acusações não foram comprovadas e que não foi apresentado laudo pericial demonstrando que o adolescente havia sido vítima de negligência.