Outrora joia da coroa, a série "A Casa do Dragão" viu seu reinado ser contestado. Embora tenha surgido imponente, com uma versão polida da política palaciana de "Game of Thrones" —série da qual é herdeira—, sua segunda temporada, de dois anos atrás, foi vista por parte dos fãs e da crítica como arrastada e sem rumo.

Essa é uma das batalhas que a produção encara em sua terceira temporada, a ser lançada neste domingo (21), na HBO. Nela, Rhaenyra Targaryen, que se considera rainha legítima de Westeros, tenta agrupar exércitos com os novos dragões que conquistou, enquanto sua rival, Alicent Hightower, procura dar fim à guerra sem pôr mais vidas em risco.

Para sentar no Trono de Ferro, e vestir a coroa, Rhaenyra está disposta a matar seu meio-irmão Aegon, elevado a rei, mas moribundo após se meter numa luta de dragões. Enquanto ele se recupera, seu irmão Aemond se delicia com o comando do reino, que almeja desde a primeira temporada, de 2022.

Se Alicent quer o fim da guerra, suas esperanças vão por água abaixo já no primeiro episódio, que retrata um confronto naval marcado por uma rinha de dragões no céu. Parte importante do livro que inspirou a série, "Fogo e Sangue", a luta era esperada para o final da temporada anterior, que preferiu, porém, terminar numa calmaria angustiante —para os fãs e para os personagens.