"A Casa do Dragão" voltou ao ar no fim de junho com uma terceira temporada que promete —nos quatro episódios iniciais— mais emoção do que a anterior. O problema é que a anterior terminou há dois anos, a lista de personagens é imensa, os laços familiares no roteiro são intrincados e o espectador que não se graduou na obra de George R. R. Martin é deixado à deriva para se lembrar da trama.

Um resumo: Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy), exilada, está empenhada em formar seu exército de pilotos de dragões e avançar com o plano de tomar a coroa que lhe foi tirada por seus meio-irmãos, o rei Aegon (Tom Glynn-Carney) e o sádico príncipe Aemond (Ewan Mitchell). Os dois são filhos de seu pai, ora morto, e sua melhor amiga, Alicent (Olivia Cooke), que pode lhe facilitar a tomada do trono.

São as idas e vindas da fé de Rhaenyra em Alicent que movem a trama, sobretudo nesta temporada, em que personagens antes importantes são reduzidos ou mesmo eliminados.

Aegon, que se colocava como antagonista, está relegado a uma espécie de alívio cômico nas mãos do calculista lorde Larys (Matthew Needham). O ambicioso Daemon (Matt Smith), o tio e marido com quem Rhaenyra tem uma cumplicidade hesitante, virou quase um esposo-troféu.