Estratégia judicial surge após empresa perder batalha para estender patente da semaglutida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ozivy — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 16:07 Novo Nordisk processa EMS e INPI por registro da marca Ozivy A Novo Nordisk está processando a EMS e o INPI para anular o registro da marca Ozivy, alegando que viola suas marcas Ozempic e Wegovy. A Novo Nordisk argumenta que o nome Ozivy causa confusão e se aproveita da reputação de suas marcas. A EMS defende o nome como original e confia na manutenção do registro. O Ozivy, aprovado pela Anvisa, é voltado para o tratamento de diabetes tipo 2 e já está à venda no Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de ter perdido a batalha pela extensão da patente da semaglutida, princípio ativo de canetas emagrecedoras como o Ozempic, a gigante dinamarquesa Novo Nordisk quer agora barrar a recém-lançada caneta emagrecedora da EMS com outra estratégia: acusando o produto da farmacêutica brasileira, o Ozivy, de violar suas marcas Ozempic e Wegovy. A companhia acaba de processar a EMS e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na 31ª Vara Federal do Rio, pedindo a nulidade do registro da marca Ozivy, concedido à EMS em março. Segundo a Novo Nordisk, o nome causa confusão, associação indevida e “aproveitamento parasitário da reputação alheia”. “A EMS poderia ter escolhido qualquer sinal próprio, autônomo e suficientemente distinto para identificar seu produto. Não o fez. Optou por OZIVY, marca curta que começa com OZ, como OZEMPIC, e termina com VY, como WEGOVY. A escolha não se explica por exigência técnica, regulatória, farmacológica ou terapêutica”, escreveram os advogados da Novo Nordisk. “O sinal OZIVY não remete à semaglutida, à indicação terapêutica ou a qualquer característica objetiva do medicamento. Sua lógica está na aproximação com as marcas da Novo.” Ainda não houve qualquer decisão da Justiça sobre a ação, iniciada na noite de quarta-feira. O que diz a EMS Procurada pela coluna, a EMS disse que “recebeu a ação com tranquilidade e confia na manutenção do registro de marca concedido pelo INPI”. “A companhia afirma que Ozivy é uma marca original, construída por meio de um processo técnico e independente de desenvolvimento de branding farmacêutico, e ressalta que seguirá concentrada em ampliar o acesso dos pacientes brasileiros a tratamentos de qualidade, em um ambiente de livre concorrência e respeito às decisões regulatórias e institucionais do país”, acrescentou. O medicamento Ozivy começou a ser vendido no Brasil esta semana. Trata-se do primeiro fármaco com semaglutida sintética a receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do diabetes tipo 2. No Programa Vida + Leve, oferecido pela EMS, é apresentado um pacote com duas canetas multidose de 1 mg, correspondente aos três primeiros meses de tratamento, por R$ 863,23 — o equivalente a R$ 287 por mês.