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No dia em que terminou o seu novo romance, O Século dos Imbecis, Valter Hugo Mãe voltou a sentar-se para escrever. Era Sexta-Feira Santa, no passado mês de Abril, e saíra para visitar a capela onde o Padre António Vieira proferiu, pela primeira vez, o seu famoso sermão aos peixes. Estava no Brasil, em São Luís do Maranhão, e podia ter seguido o rumo da distracção e da celebração. Mas voltou ao hotel e à escrita, a uma das muitas histórias que de vez em quando retoma sem rumo definido, sem saber se se tornará o próximo projecto literário. Esta tem sido, na verdade, uma das marcas dos seus 30 anos de percurso literário que agora assinala com O Século dos Imbecis. Três décadas contadas a partir da publicação, em 1996, de Silencioso Corpo de Fuga, a que se seguiram mais três dezenas de títulos, entre a poesia, o romance e o conto. “Uma certa folia misturada com fúria obstinou-me”, garante. “É uma vontade de mais e mais e mais.”Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.






