JD Vance afirmou que Washington redigiu acordo mantendo 'alavancagem' financeira, e que recursos não serão liberados para Teerã se não forem prestadas contrapartidas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vice-presidente dos EUA, JD Vance (em segundo plano), durante reunião na Casa Branca — Foto: Mandel NGAN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 15:15 Vice-presidente dos EUA critica reação de Israel ao acordo EUA-Irã O vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou a reação de Israel ao acordo entre EUA e Irã, assinado por Trump, chamando-a de "alarmista". Ele defendeu que Washington manteve controle sobre a liberação de recursos ao Irã e ressaltou que o regime iraniano está enfraquecido. Vance reforçou que o acordo não prejudicará os contribuintes americanos e pediu confiança nos planos de Trump, destacando a importância do diálogo para resolver questões regionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou o que classificou como "pânico estranho" e "reação alarmista" das autoridades de Israel sobre o anunciado acordo do governo americano com o Irã, assinado pelo presidente Donald Trump na quarta-feira, para encerrar as hostilidades na região do Golfo. A declaração do republicano foi feita durante uma entrevista ao New York Times, em meio a questionamentos israelenses sobre concessões feitas ao regime iraniano e análises que apontam uma posição fortalecida de Teerã ao fim do conflito. — Existe quase um pânico estranho dentro do sistema israelense que percebi, no qual eles presumem que tudo o que for considerado positivo para o Irã realmente acontecerá — mas sem que os iranianos mudem qualquer comportamento. E eu simplesmente não entendo por que alguém acreditaria que isso seja verdade — afirmou Vance, em entrevista ao jornalista Ross Douthat, no podcast "Interesting Times". O vice-presidente argumentou que Washington manteve "toda a alavancagem" no que se refere à liberação de recursos mencionada nos termos, acrescentando que a suspensão das sanções ainda estaria sujeita a ordens de Trump ou do secretário do Tesouro. — Eles realmente acham que vamos suspender sanções contra o sistema iraniano se eles ainda estiverem financiando uma organização terrorista? A resposta é: claro que não — acrescentou Vance. — Portanto, considero toda essa reação alarmista em Israel um pouco estranha, porque acho que ela vem de um lugar de desconfiança. (...) Fizemos um excelente trabalho por aquele país e por aquele governo, e acho que a ideia de que fizemos um péssimo acordo não é sustentada pelos fatos e simplesmente não faz sentido quando se considera a extensão da relação entre os dois países. Ao contrário do que analistas apontaram sobre o fortalecimento da posição estratégica de Teerã após a guerra iniciada por Trump, em coordenação com Israel, Vance afirmou que as ações militares foram necessárias para destravar as negociações com o Irã, e que o regime está taticamente mais fraco do que nunca, após os golpes às instalações militares iranianas. O republicano também defendeu um termo do acordo que vem sendo contestado por aliados em Israel e no Partido Republicano, que cita um fundo para a reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã. Vance afirmou que "nenhum centavo" sairá do bolso dos contribuintes americanos, e que a integração econômica iraniana, se em acordo com exigências de Washington, seria algo positivo, e não uma derrota estratégica. Especificamente sobre os aliados israelenses, Vance evitou críticas diretas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, direcionando questionamentos aos ministros mais radicais do Gabinete israelense — Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, que atacaram repetidamente o acordo. — Minha resposta para eles seria: qual é exatamente a proposta de vocês? Vocês são um país de nove milhões de habitantes. Não é possível simplesmente matar seus problemas de segurança nacional até resolvê-los. Olhem para o que conquistamos. Em primeiro lugar, os americanos protegeram muitas vidas israelenses por meio dos nossos sistemas e programas de defesa antimísseis nos últimos meses — disse o republicano. Em relação a políticos republicanos que apontam o acordo como uma grande capitulação, Vance pediu confiança aos planos de Trump e apontou que o memorando garantia um "controle gradual", e que a solução é o acordo possível para resolver "problemas reais", citando a reabertura do Estreito de Ormuz e o a destruição do urânio enriquecido. — A questão é: qual é a alternativa? Se a proposta é enviar 200 mil soldados para Teerã para tornar Reza Pahlavi o líder daquele país, então digam isso — afirmou Vance. — Poderíamos lançar mais bombas. Poderíamos destruir mais partes do país deles. Poderíamos matar a atual liderança. Sabemos onde todos eles estão. Todas essas coisas poderiam acontecer. Mas isso tornaria o povo americano mais seguro ou mais próspero? O presidente dos Estados Unidos e eu acreditamos que não. (Com New York Times)
Vice de Trump critica 'reação alarmista' de autoridades de Israel após acordo entre EUA e Irã
JD Vance afirmou que Washington redigiu acordo mantendo 'alavancagem' financeira, e que recursos não serão liberados para Teerã se não forem prestadas contrapartidas













