A maioria dos europeus entre os 16 e os 34 anos já foi exposta a "mensagens ou conteúdos hostis" em relação a grupos específicos na internet. Geralmente, estão relacionadas com visões políticas ou sociais, assim como raça e etnia.Dados do Eurostat relativos a 2025 mostram que 53,7% dos jovens entre os 16 e 24 anos e 54% entre os 25 e os 34 já se cruzaram com “conteúdo degradante ou hostil”. O contacto com este tipo de conteúdo vai diminuindo progressivamente ao longo dos anos: na faixa etária dos 65 aos 74 anos, o número baixa para 28,1%.Apesar de ser na faixa etária dos 25 aos 34 que se regista a percentagem mais alta, “pessoas mais novas, entre os 16 e os 24, são mais vulneráveis à exposição online”, lê-se no relatório. Dentro deste grupo, são as raparigas as mais expostas: 57,2% reportaram alta exposição a discurso de ódio, contra 50,4% dos rapazes.
Tanto para rapazes como para raparigas, a maioria das mensagens hostis a que foram expostos estavam relacionadas com visões políticas e origem étnica e racial.O maior fosso de exposição regista-se nos conteúdos relacionados com orientação sexual, sexo e deficiência: as raparigas contactaram mais com eles do que os rapazes.Por cá, um estudo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), que entrevistou 2071 jovens portugueses dos dez aos 21 anos, deu conta que 47,2% já tinham testemunhado discurso de ódio e 45,3% tinham visto conteúdo violento.Deles, 61,1% referiram “nunca ter procurado activamente esse tipo de conteúdos” e 67,1% disseram ter ficado “perturbados com o que viram”. As raparigas “são mais frequentemente expostas a material que promove comportamentos alimentares não saudáveis, enquanto os rapazes são mais expostos a conteúdos sexualizados”.














