De quatro em quatro anos, o Brasil convive não só com a Copa do Mundo, mas também com as chamadas pautas-bomba eleitorais. “Para simplificar, pauta-bomba é uma ideia simpática, caríssima e que não explica direito quem é que vai pagar a conta”, diz a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax. No programa Fala, Duquesa! desta semana, ela discute o tema que ganhou as manchetes e os posts de redes sociais. PUBLICIDADE“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou que o País não pode deixar o espírito eleitoral tomar conta da agenda econômica.” Segundo ele, nove propostas em tramitação no Congresso teriam um impacto fiscal de mais de R$ 100 bilhões por ano. Pauta bomba é exatamente isso, diz a Duquesa. “É um projeto que cria despesa, reduz a arrecadação e amplia benefícios sem apontar uma fonte realista de custeio.” Se o Estado abre mão de receita ou cria despesa, alguém tem de pagar, explica ela. Pode ser com um aumento de imposto ou com um corte de investimento. Ou pior, com dívida e inflação empurrando para o próximo governo.Duquesa: 'Gasto público precisa ter prioridade, fonte e transparência' Foto: Joédson Alves/Agência BrasilEla critica, no entanto, que, quando a pauta-bomba é dos outros, o governo descobre responsabilidade fiscal com uma velocidade comovente. “Só que, quando é o próprio governo anunciando bondade atrás de bondade, abrindo exceção, criando programa, empurrando despesa, tirando coisa do arcabouço fiscal, aí a coisa muda. Aí não é mais pauta-bomba.”Leia tambémArrecadação recorde: como a alta do IOF afeta o bolso do consumidor?Por que a reforma tributária é importante e como ela vai mudar o dia a dia dos brasileiros?Quem paga a conta pela isenção tributária das igrejas?Nesse caso, completa a Duquesa, o governo chama de proteção social ou estímulo econômico. Quando o governo cria bondade eleitoral sem sustentabilidade, também é uma pauta-bomba. “Pode até ter uma embalagem diferente, mas a lógica fiscal é a mesma. Eu gasto agora e explico depois.” Lá na frente isso acaba virando aumento de imposto.PublicidadePara a Duquesa, responsabilidade fiscal não significa que o Estado nunca possa gastar. O ponto é que gasto público precisa ter prioridade, fonte e transparência. “O que não pode é todo mundo em Brasília ficar brincando de Papai Noel com o cartão de crédito do contribuinte.”ProgramaTodas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.Siga a Duquesa de Tax no EstadãoNão vou passar raiva sozinha no SpotifyNão vou passar raiva sozinha no Apple Podcasts
Pautas-bomba: ‘Brasília não pode brincar de ser Papai Noel com o cartão de crédito do contribuinte’
No programa ‘Fala, Duquesa!’, colunista do ‘Estadão’ fala sobre o tema que movimentou o Congresso e o governo federal na última semana — e que pode piorar a situação fiscal do País













