A declaração foi dada em entrevista ao NeoFeed nesta quinta-feira (18), ao ser questionado sobre como pretende unir a direita e se diferenciar do senador do PL, que aparece à frente dos demais nomes da direita nas pesquisas eleitorais. Caiado disse que a definição de uma candidatura da direita deve levar em conta quem teria mais condições de derrotar Lula em um eventual segundo turno. Na avaliação de Caiado, as pesquisas mostram que Flávio vem perdendo força em um confronto direto com Lula. “Eu estou aqui interpretando o que as pesquisas estão mostrando. Ou seja, se o Caiado for para o segundo turno, se eu for para o segundo turno, sou a pessoa que todas as pesquisas mais me aproximo do Lula e em uma delas eu empatei com o Lula no segundo turno”, disse. “Então eu diria a você que essa sucessão de pesquisas deixou bem claro que o Flávio perdeu a chance de poder ganhar essa eleição. Ele, no segundo turno, vai se distanciando do Lula e o Lula vai cada vez aumentando essa distância”, completou. Agora no g1 Em seguida, Caiado afirmou que “não adianta” levar ao segundo turno um candidato que, segundo ele, aparece se distanciando de Lula nas pesquisas. “Eu acho que o cidadão, analisando e vendo, [percebe] que não adianta você posicionar um candidato no segundo turno, sendo que no segundo turno cada vez mais o Lula vem se distanciando do Flávio Bolsonaro”, declarou. Caiado afirmou ainda que sua candidatura teria, neste momento, um perfil “mais adequado” para enfrentar Lula. “Se o objetivo é ganhar a eleição do PT, eu vejo que a minha candidatura tem neste momento um perfil muito mais adequado para poder ir com enfrentamento com o Lula no segundo turno”, disse. Na entrevista, Caiado também criticou a polarização entre PT e PL e disse que os dois partidos “se alimentam” politicamente. “O PT e o PL conseguiram montar uma situação política onde um se alimenta do outro”, afirmou. “Isto cria como se fosse um campeonato, um jogo de revanche.” O governador disse ainda que a eleição precisa discutir quem tem “as melhores condições” de governar o país. “Uma eleição é um jogo que tem que mostrar quem tem as melhores condições, quem tem qualificações para poder assumir a Presidência da República. Eu não vou aprender a governar na Presidência da República”, disse.