Em comunicado, Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que autoridades de Washington e Teerã, juntamente com os mediadores Paquistão e Catar, se reúnam amanhã em Buergenstock Uma mulher caminha ao lado de um mural anti-EUA em uma rua de Teerã , Irã, em 1º de junho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS As conversas iniciais entre Estados Unidos e Irã estão previstas para ocorrer nesta sexta-feira em um resort nas montanhas de Buergenstock, na Suíça, após a assinatura de um "memorando de entendimento" que estendeu o cessar-fogo entre os dois países. A informação foi divulgada hoje pelo governo suíço. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou que, até o momento, o plano continua sendo que Estados Unidos e Irã, juntamente com os mediadores Paquistão e Catar, se reúnam amanhã em Buergenstock para negociações iniciais sobre a implementação do acordo. O comunicado do ministério retirou uma referência anterior à presença de "outros países envolvidos" no encontro. A nota acrescentou que, neste momento, não há mais informações disponíveis sobre o cronograma e os detalhes da reunião. O acordo de 14 pontos estende um cessar-fogo anunciado em abril por mais 60 dias, inclusive no Líbano, para permitir que os dois lados negociem uma trégua final. Tanto Trump quanto o presidente iraniano Masoud Pezeshkian assinaram digitalmente o memorando em inglês e farsi, segundo autoridades dos Estados Unidos e do Irã, com o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmando que o acordo já estava em vigor a partir de quarta-feira. O memorando inclui o fim imediato da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, a retomada total do tráfego marítimo "sem cobrança" no Estreito de Ormuz, o levantamento do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, a suspensão das sanções norte-americanas contra o Irã, o descongelamento de seus ativos e um fundo de investimento de US$300 bilhões para a reconstrução pós-guerra da República Islâmica. O Irã também se compromete a não fabricar armas nucleares, reafirmando uma promessa que havia feito há décadas. O país também concordou com a "diluição" no local de seu estoque de urânio enriquecido, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, embora Trump quisesse retirá-lo do país — o que o Irã rejeitou. Apesar de sua retórica combativa, Trump parece ter alcançado pouco do que disse querer ao entrar em guerra, enquanto o Irã parece muito mais próximo de um alívio de sanções no valor de bilhões de dólares do que antes de ser atacado. O governo teocrático iraniano permanece no poder, seu estoque de urânio altamente enriquecido não foi entregue, suas capacidades de mísseis balísticos não foram destruídas e não encerrou seu apoio a milícias anti-Israel, como o Hezbollah no Líbano.