A ação foi movida pela dona de uma casa no Condomínio Portobello, em Mangaratiba 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio — Foto: Reginaldo Pimenta O ex-presidente da Fecomercio, Orlando Diniz, está novamente às voltas com a justiça. A 12ª Câmara de Direito Privado negou recurso do empresário contra a penhora de um apartamento em um dos endereços mais cobiçados do Rio, ali no edifício Venâncio, no Leblon, avaliado em cerca de R$ 12 milhões. A ação de penhora foi movida por Fátima de Queiróz Araújo Gomes. Em 2001, ela vendeu uma casa no Condomínio Portobello, em Mangaratiba, para o empresário. Mas ele não transferiu a propriedade para o seu nome e o imóvel acumulou dívidas de IPTU e cotas condominiais nesses 25 anos. O resultado foi que a antiga proprietária, que ainda figurava como dona do imóvel no Registro Público, teve que saldar os atrasados numa conta de mais de R$ 200 mil, sem ser ressarcida pelo empresário. Orlando Diniz responde por improbidade administrativa durante a sua gestão na Fecomércio, devido à transferência ilegal de recursos do Senac e Senai. Ele também esteve preso na “Operação Jabuti” por envolvimento na Lava-Jato. No recurso contra a penhora, Diniz alegou que o apartamento do Leblon seria a sua residência familiar. Com isso, o apartamento não poderia ser penhorado e de possuir um valor 50 vezes maior do que a dívida com os tributos atrasados de Mangaratiba. Só que um oficial de justiça constatou que o apartamento está completamente vazio, sem móveis, e foi informado pelo porteiro do prédio que o empresário e a namorada moram em outro endereço.