No encontro entre os distritos da Brasilândia, Freguesia do Ó e Pirituba, na zona norte de São Paulo, uma área de mais de 600 mil metros quadrados resiste como um dos últimos grandes remanescentes verdes da região.
Cercado por bairros densamente urbanizados e marcados pela falta de áreas de lazer e equipamentos públicos, o território do futuro parque Morro Grande carrega não apenas fragmentos de Mata Atlântica e nascentes, mas também parte da memória operária e cultural da periferia paulistana.
Antes de se tornar alvo de uma mobilização comunitária que atravessa quase duas décadas, o espaço abrigava a antiga Pedreira Morro Grande, ativa até o fim dos anos 1990.
Ao redor da exploração mineral surgiram uma vila operária, a tecelagem Santo Eduardo Tecidos de Algodão, um cinema e a Capela Santa Clara de Assis, construída em 1961.
Com o encerramento das atividades da pedreira, a cratera formada pela extração virou lago e o território passou a conviver com abandono, risco de invasões e pressão imobiliária.










