Atire a primeira pedra quem nunca cedeu à tentação de falar mal de alguém ou, no mínimo, dar corda para quem despeja informações ácidas sobre outras pessoas. Fofocar é parte da natureza humana e praticamente todo mundo sucumbe a esse "vício" com mais ou menos frequência.

De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, dedicamos até dois terços do nosso tempo batendo papo às pessoas que não estão presentes. Boa parte dessas conversas tem um teor neutro. Mas, quando envolvem julgamentos, a tendência é que pesem mais para o lado negativo. Por quê? Será que dá para evitar falar mal dos outros?

Não é só maldade

A fofoca está tão ligada à natureza humana que teve até um papel na evolução da espécie, como forma de passar informações adiante. No passado, ajudava a identificar quem era confiável no grupo e quem agia de forma desonesta ou não cooperava, por exemplo.

Do ponto de vista cerebral, fazer —ou ouvir— uma fofoca ativa nosso mecanismo de recompensa, despejando no cérebro substâncias relacionadas ao prazer. Por isso, tem essa conotação meio "viciante".