PUBLICIDADE Assim como no Mundial de 2018, técnico trocou números de camisas em amistosos e disse que 'é muito difícil para os ocidentais distinguirem entre asiáticos'; prática racista já rendeu punições na Europa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jogadores da Coreia do Sul comemoram gol de empate contra a República Tcheca na primeira rodada da Copa do Mundo 2026 — Foto: Ulises RUIZ / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 14:57 Coreia do Sul expõe racismo no futebol com estratégia polêmica na Copa 2018 Na Copa do Mundo de 2018, a Coreia do Sul adotou uma estratégia polêmica contra racismo, trocando camisas de jogadores para confundir espiões suecos, baseado na ideia de que "todos os asiáticos são iguais". Apesar de perder para Suécia e México, a equipe eliminou a Alemanha. A prática expôs questões racistas ainda presentes no esporte, como casos recentes envolvendo insultos e punições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quem acompanhou os amistosos pré-Copa do Mundo da Coreia do Sul contra Trinidad e Tobago e El Salvador, e que tem algum conhecimento sobre os “Guerreiros Taeguk”, notou algo diferente em campo, especialmente nas camisas. Ao invés da tradicional 7, o astro da equipe, Son Heung-min, usou a 13. Kim Min-Jae, zagueiro do Bayern de Munique, trocou a 4 pela 2. Paik Seung-Ho, do Birmingham City, usou, ao invés da 8, a 22. Uma troca que lembrou uma estratégia da seleção na Copa de 2018, que usou o racismo contra asiáticos a favor da equipe. Pouco antes da estreia da equipe em Nizhny Novgorod, na Rússia, em junho de 2018, surgiram informações de que os suecos — adversários iniciais — estavam enviando espiões aos jogos preparatórios e para alguns treinos da Coreia do Sul. Naquela equipe, eram poucos os atletas conhecidos em nível global. Dos 23 convocados, Son, então no Tottenham, era o principal astro, mas a maioria atuava no futebol sul-coreano (12) ou japonês (5), longe dos olhares das grandes ligas. Com isso em mente, Shin Tae-yong, então técnico sul-coreano, tentou usar em campo um conceito racista do Ocidente, o de que “todos os asiáticos são iguais”, e ordenou que seus atletas trocassem de camisas. — É muito difícil para os ocidentais distinguirem entre asiáticos — explicou Shin, citado pela ESPN. — Queríamos confundir a equipe sueca. Foi por isso que fizemos isso. Os suecos tentaram explicar sua operação de espionagem e chegaram a se desculpar por terem contratado um casal para obter imagens do treino sul-coreano perto da casa onde viviam. Em campo, a Coreia do Sul perdeu para a Suécia (1-0) e para o México (2-1), e levou para Seul o feito de ter eliminado a Alemanha, que defendia o título, com uma vitória por 2 a 0 em Kazan. Não está claro se Hong Myung-bo usou a tática dos números antes da Copa do Mundo 2026, até porque hoje o número de atletas em ligas de primeira linha é bem maior do que há oito anos. Na estreia contra a Tchéquia, quando venceram por 2 a 1, os atletas traziam nas camisas seus nomes, e não os sobrenomes, mais conhecidos pelo público. Nesta quinta-feira, a equipe enfrenta mais uma vez o México, em Guadalajara, em um duelo que pode definir quem se classifica em primeiro no Grupo A. Mesmo alegando finalidades esportivas, Shin Tae-yong expôs uma antiga prática racista contra pessoas de origem asiática, que se perpetua também no meio esportivo. Em 2024, o apresentador de um programa de TV no Uruguai pediu ao meia Rodrigo Bentancur, à época companheiro de Son no Tottenham, uma camisa do time. A resposta foi desastrosa. — Do Sonny? — respondeu, se referindo ao sul-coreano, antes de completar: — Poderia ser primo do Sonny também, já que todos se parecem. O jogador uruguaio se desculpou, mas não escapou de uma punição de 7 jogos e uma multa equivalente a mais de R$ 500 mil na Inglaterra. Son perdoou Betancourt, e disse que “tudo estava superado. Ele foi convocado por Marcelo Bielsa para a Celeste em 2026. Também em 2024, Hwang Hee-chan, atacante da Coreia do Sul e do Wolverhampton, denunciou o zagueiro Marco Curto, à época no italiano Como, por insultos racistas durante um amistoso de pré-temporada. — Channy (Hwang) ouviu um comentário racista, o que é realmente decepcionante — disse o técnico da equipe inglesa na época, Gary O’Neil. — Conversei com Channy sobre isso, perguntei se ele queria interromper o jogo ou se sairia ele mesmo, mas ele estava determinado a que a equipe continuasse e fizesse o trabalho necessário. É realmente decepcionante que isso tenha acontecido, que tenhamos que falar sobre isso e que tenha impactado a partida. Apesar das negativas da equipe italiana — os dirigentes acusaram os ingleses de “aumentar a dimensão do incidente”—, Curto foi punido pela Fifa com 10 partidas de suspensão, sendo que cinco delas foram cumpridas efetivamente, e com um período de avaliação de dois anos. — Os Wolves sempre se posicionarão firmemente contra o racismo e a discriminação em qualquer forma, e permanecemos totalmente comprometidos em criar um ambiente onde todos se sintam respeitados e incluídos — declarou Matt Wild, diretor de operações e administração de futebol dos Wolves, à The Athletic.
Como a Coreia do Sul 'usou' o racismo contra asiáticos em sua estratégia para a Copa do Mundo
Assim como no Mundial de 2018, técnico trocou números de camisas em amistosos e disse que 'é muito difícil para os ocidentais distinguirem entre asiáticos'; prática racista já rendeu punições na Europa












