O Diário Olé festejou o feito do craque da argentina como faz com tudo: brincando com as palavras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Não se Kansas': Diário Olé repercute hat-trick histórico de Messi — Foto: Reprodução: Olé RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 21:09 Imprensa global celebra Messi, Mbappé e Haaland em destaque mundial O jornal argentino Olé celebrou com humor o feito de Messi, maior artilheiro da história das Copas, com trocadilhos, mantendo sua tradição. O francês L’Équipe homenageou Mbappé, enquanto na Noruega, a estreia de Haaland foi destaque. Em Cabo Verde, a imprensa destacou o empate com a Espanha no Mundial, elogiando o goleiro Vozinha. A tradição de trocadilhos é esperada nos jornais ingleses sobre Harry Kane. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Meus amigos Alex Escobar e Bolinho, dupla campeã mundial de trocadilhos, me ensinaram a regra de ouro dessa arte: se a oportunidade surge, não se deve deixar passar. “De cada dez, você vai errar nove”, admite Escobar. “Mas o que acertar vai te consagrar.” Não sei se essa é a média do Olé, jornal esportivo argentino que adotou como fórmula ser engraçaramba pra cadinho em todas as suas manchetes. Nem mesmo quando o maior jogador do país se transformou no maior artilheiro da história das Copas do Mundo apareceu alguém na redação para levantar o dedinho e ponderar: “Hermanos, será que pelo menos desta vez, pela relevância do assunto, a gente não devia tirar o pé?” A resposta à pergunta não feita está na capa de ontem: “No te Kansas nunca”, associando o palco do feito históóóórico à insaciável fome de gols de Messi. Como os torcedores pelas ruas dos Estados Unidos e os jogadores em campo, nossos vizinhos periodistas querem mais é se divertir. O francês L’Équipe não tem o hábito dos trocadilhos, mas o jornal que elegeu Pelé o atleta do século passado e é o responsável pela entrega da Bola de Ouro teve mais uma oportunidade de homenagear um jogador fora de série. Mbappé foi chamado de “Capitain America” — mais um título em inglês, como o debochado “Welcome to the USA” destacado na coluna da semana passada. O subtítulo mencionou o papel do capitão da França na vitória sobre Senegal: “procovou uma revolta depois de um primeiro tempo muito decepcionante”. E destaca o fato de que o autor de dois dos três gols passou Olivier Giroud como maior artilheiro de sua seleção. E, já que o assunto é goleador, fui procurar os jornais da Noruega (com ajuda de um tradutor online, claro) para ver como trataram a estreia de Haaland. O destaque do VG era sobre a decisão do técnico Stale Solbaken de liberar os jogadores por dois dias depois da vitória sobre o Iraque, chamada de “muito sábia”. No Dagbladet, em cima de um vídeo de um torcedor olhando para o decote de uma torcedora, ambos com camisas do Brasil, a manchete nem é trocadilho, é piada mesmo: “Os suecos reagem: uma traição”, referência ao fato de os vizinhos não serem mais os únicos escandinavos a golear na estreia. Pode parecer que os caras curtem o futebol de um jeito meio diferentão por lá, mas o Dagsavisen (cuja manchete principal é sobre um assunto muito sério, o julgamento do filho da rainha por acusação de estupro), traz um comentário emocionado de seu principal analista, Reidar Sollie, sobre os dois gols do jovem centroavante: “Ele proporcionou uma noite inesquecível às novas gerações.” Em Cabo Verde, cujos jornais fui conferir na véspera, confesso que esperava encontrar as mais desbragadas declarações de amor a Vozinha estampando as primeiras páginas. Mas A Nação, um dos poucos diários do arquipélago, cuja imprensa escrita tem mais semanários, saiu-se com um convencional “Cabo Verde surpreende o mundo e empata a zero com a Espanha na sua estreia no Mundial”. O goleiro quarentão que fez sete defesas importantes aparece numa das fotos, com seu troféu de melhor em campo. O texto traz uma deliciosa tradição dos países africanos: chamar as seleções de seus países por uma alcunha coletiva (os caboverdianos são os Tubarões Azuis). E elogios ao técnico Pedro Brito — também conhecido por um apelido, Bubista —, por ter garantido e cumprido que sua “equipa”, como se diz por lá, seria organizada “tacticamente”. Hoje é dia de os jornais ingleses celebrarem os dois gols de Harry Kane. They work with puns. Se sair algum muito bom, trago na semana que vem.
Redação do Mundo: nem Messi escapa do poder do trocadilho
O Diário Olé festejou o feito do craque da argentina como faz com tudo: brincando com as palavras











