Convidado para a reunião do grupo de países ricos em Paris, Lula critica uso de inteligência artificial para 'práticas nefastas', diz que tecnologia amplia desigualdades e defende o Pix 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais realizam patrulha durante a cúpula do G7, em Évian, no leste da França — Foto: LUDOVIC MARIN/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 18:38 G7 Pressiona Big Techs por Segurança Infantil e Debate IA e Dependência da China O G7, reunido em Paris, pressionou as gigantes de tecnologia a garantir a segurança infantil online, destacando preocupações com a IA. Lula, convidado do encontro, criticou o uso nefasto da IA e defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública. O G7 também debateu reduzir a dependência da China em minerais críticos e a regulamentação do setor digital, com divergências sobre tributação e acesso a tecnologias avançadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As potências do G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo, fora a China, apelaram ontem às gigantes do setor de tecnologia para que desenvolvam ferramentas que garantam a segurança de crianças na internet, em meio a preocupações com os impactos do avanço da inteligência artificial (IA). "Apelamos aos provedores de serviços digitais para que desenvolvam e implementem tecnologias e sistemas que garantam experiências seguras, protegidas e adequadas à idade", afirmaram os líderes dos países do G7 em declaração conjunta após a reunião em Paris. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cúpula do G7 como convidado do presidente francês Emmanuel Macron, e a declaração também foi endossada por Brasil, Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia. O texto foi divulgado após um almoço a portas fechadas com a presença de executivos de empresas de IA da América do Norte, Europa, Índia e Japão, incluindo Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic. Em seu discurso, Lula criticou o uso da IA para o que chamou de "práticas extremamente nefastas", como armas autônomas, manipulação de imagens de crianças e mulheres e precarização do trabalho. a presidente brasileiro alertou para o risco de ampliação das desigualdades globais e defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública. O presidente citou dados que mostram a concentração do mercado global de serviços digitais e argumentou que boa parte dos países em desenvolvimento ainda participa da economia digital principalmente como fornecedora de dados, consumidora de tecnologia e exportadora de insumos estratégicos. Ao falar sobre soberania digital, Lula defendeu que os dados produzidos por cidadãos e instituições gerem valor para as próprias sociedades e afirmou que a infraestrutura digital pública se tornou um dos ativos mais estratégicos do século XXI. Lula defendeu a regulamentação das plataformas digitais e defendeu que as discussões sobre IA sejam conduzidas em fóruns multilaterais e sob coordenação da ONU. Os países do G7 divergem sobre a tributação e a regulamentação do setor digital, e surgem outros pontos de discordância que ficaram expostos na cúpula. A americana Anthopic suspendeu o acesso a outros países à versão mais avançada de sua tecnologia por ordem do governo Donald Trump, que alegou risco à segurança nacional. A medida dos EUA provocou reações entre os aliados e impulsionou o debate, dentro do G7, sobre a criação de um programa de “parceiros confiáveis”. A proposta prevê um mecanismo que permita a países considerados "seguros" acessar ferramentas avançadas de IA, contornando, ao menos em parte, as restrições impostas por Washington. "Os Estados Unidos e a UE devem ser parceiros sólidos em matéria de IA", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que pediu que cidadãos e empresas "possam utilizar com total segurança os melhores modelos" de IA. Anfitrião do encontro do G7, Macron reforçou a dimensão geopolítica do debate ao afirmar que “modelos de inteligência artificial de ponta não devem cair nas mãos de regimes autoritários; as democracias devem cooperar nessa questão”. Terras-raras Em outra decisão, o G7 se comprometeu a reduzir “significativamente” a dependência da China como fornecedora de minerais críticos. Os líderes reunidos em Paris concordaram que nenhum país isoladamente deverá ser o responsável pelo suprimento de mais de 60% das compras externas de minerais críticos e terras-raras até 2030. A partcipação de Sam Altman (OpenAI), Dario Amodei (Anthropic), Demis Hassabis (Google DeepMind) e Arthur Mensch (Mistral em almoço na cúpula do G7 em Évian-les-Bains mostra o crescente poder político das maiores empresas de IA do mundo. Em seus comentários, Altman defendeu “um fórum internacional de discussão que estabeleça padrões globalmente aceitos para testes, forneça análises especializadas e imparciais de capacidades e riscos e sirva como um espaço para cooperação entre as nações”, de acordo com um comunicado da OpenAI. Demis Hassabis, do Google DeepMind, teria defendido a criação de uma coalizão liderada pelos EUA para definir regras e padrões em torno da inteligência artificial, disseram fontes que participaram do almoço. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, concordou que os EUA poderiam liderar uma coalisão, afirmaram as fontes. Em seu discurso ao grupo, Amodei afirmou que as áreas de cooperação internacional devem incluir o acesso estruturado a modelos de ponta e o comércio de chips e componentes críticos que exclua a China, segundo uma fonte. Amodei também disse que os países devem cooperar para lidar com os riscos da IA em cibersegurança, bioterrorismo e áreas de inteligência, acrescentou a fonte.
G7 pressiona líderes de big techs a protegerem crianças no avanço da IA
Convidado para a reunião do grupo de países ricos em Paris, Lula critica uso de inteligência artificial para 'práticas nefastas', diz que tecnologia amplia desigualdades e defende o Pix













