Presidente afirmou que a inteligência artificial pode aprofundar assimetrias globais e apresentou sistema brasileiro de pagamentos como exemplo de infraestrutura digital pública 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 12:13 Lula critica IA no G7 e destaca Pix como inclusão digital Em reunião do G7, o presidente Lula criticou o uso da inteligência artificial para "práticas nefastas", alertando sobre a ampliação das desigualdades globais. Ele destacou a necessidade de regulação internacional e apresentou o Pix como exemplo de infraestrutura digital inclusiva. Lula também enfatizou a importância da soberania digital e a proteção de crianças online, defendendo discussões em fóruns multilaterais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira o uso da inteligência artificial para o que chamou de "práticas extremamente nefastas", alertou para o risco de ampliação das desigualdades globais e defendeu o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública durante participação em uma reunião ampliada do G7, na França. Em discurso sobre governança digital e inteligência artificial, Lula reconheceu os avanços proporcionados pela tecnologia em áreas como indústria, saúde, segurança alimentar, energia e serviços públicos. Ao mesmo tempo, afirmou que o desenvolvimento tecnológico também tem sido acompanhado por problemas que exigem regulação e maior coordenação internacional. — Mas há também práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pedofilia, manipulação de imagens de crianças e mulheres para pornografia, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho — disse. O presidente citou dados que mostram a concentração do mercado global de serviços digitais e argumentou que boa parte dos países em desenvolvimento ainda participa da economia digital principalmente como fornecedora de dados, consumidora de tecnologia e exportadora de insumos estratégicos. Ao falar sobre soberania digital, Lula defendeu que os dados produzidos por cidadãos e instituições gerem valor para as próprias sociedades e afirmou que a infraestrutura digital pública se tornou um dos ativos mais estratégicos do século XXI. Nesse contexto, o presidente recorreu ao Pix como exemplo de política pública bem-sucedida na área digital. Sem mencionar nominalmente o sistema de pagamentos instantâneos, Lula descreveu a ferramenta como uma das principais entregas do Estado brasileiro nos últimos anos. — Uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital — disse. A referência ocorre em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. O sistema de pagamentos brasileiro foi citado por autoridades americanas na investigação comercial aberta contra o país, que questiona aspectos da regulação digital e do ambiente de negócios brasileiro. O presidente ainda defendeu a regulamentação das plataformas digitais e destacou medidas adotadas pelo governo brasileiro para ampliar a proteção de crianças e adolescentes na internet. Ao encerrar sua participação, voltou a defender que as discussões sobre inteligência artificial sejam conduzidas em fóruns multilaterais e sob coordenação das Nações Unidas. Ainda nesta quarta-feira, Lula participa de um almoço com representantes das principais empresas de tecnologia do mundo para discutir os desafios e oportunidades trazidos pelo avanço da inteligência artificial. O encontro deve reunir executivos de companhias como Meta, Google, OpenAI e a francesa Mistral AI. A reunião ocorre em meio ao debate internacional sobre a regulação da tecnologia: enquanto países europeus, maioria no G7, defendem regras mais rígidas para o setor, os Estados Unidos tendem a evitar colocar amarras para o desenvolvimento tecnológico.
Lula critica uso de IA para 'práticas nefastas', diz que tecnologia amplia desigualdades e defende Pix em reunião no G7
Presidente afirmou que a inteligência artificial pode aprofundar assimetrias globais e apresentou sistema brasileiro de pagamentos como exemplo de infraestrutura digital pública











